4 de abril de 2017

Opinião Contemporânea: "Confesso" de Colleen Hoover



Sem final e sem continuação? Afinal como é que ele a conhecia? Estas e mais umas poucas foram respostas que ficaram pendentes em Confesso.

Graças à escritora, que ultimamente só coloca coisas relacionadas com a série ou filme deste livro no Facebook, acabei por ver o teaser. Quem me mandou?! Além de spoilers, porque ainda não tinha chegado àquela certa parte, a imagem dos actores infiltraram-se na minha mente e já não consegui imaginar os personagens à minha maneira. Além disso, não sei se é graças ao guião ou ao jeito deles, achei a cena péssima, sem química alguma da que lemos no livro. Ok, os personagens falam pouco e a autora descreve mais os seus pensamentos e sentimentos que o resto e por isso parece que falta ali algo, mas de qualquer forma acabou por influenciar a minha leitura e acabei por não sentir química alguma entre eles. Péssimo!

De qualquer forma gostei da ideia das confissões, mas detestei a profissão de Owen. Não sei porquê, já nos romances de Nora Roberts, quando algum deles é pintor ou artista nunca simpatizo com a personagem. Por outro lado, gostei do outro lado de Owen, mas só depois de conhecer os seus segredos e o que ele fez para se sacrificar. Muito altruísta.

Gostei das cenas cheias de tensão com Trey. Ao menos conseguiu alguma reacção da minha parte, já que achei as cenas bastante reais. Definitivamente, ele é um dos maus da fita, mas que ganha à mãe pela sua imprevisibilidade. Nunca sabemos se ele se vai alterar ou não.

Gostei do final, da relação entre Owen e o pai, tal como da personagem Emory. Aparece pouco (mais uma vez lá na série parece que ela está sempre presente), mas a pouca contribuição dela foi muito boa.

Acabei por ficar um pouco desiludida pela maneira como tudo se resolveu. Nada de original, o que não é nada normal nas obras de Colleen Hoover. E depois ainda há aquele fim que não é final que falei no inicio.
Em contrapartida, adorei o inicio, apesar de ser muito triste. O mesmo não digo do desenvolvimento.

É de referir, que as cenas de sexo são raras. Não quero dizer com isto que é o principal ou que se não as houver que o livro não presta, mas como digo, faltou um pouco de acção nesta história, onde é tudo muito dramático e trágico, com uma personagem feminina com muito baixa auto-estima que depois é tornada heroína.

Apesar de todos os pontos negativos que referi, acabei por dar pontuação igual aos outros, porque a escritora sabe escolher as temáticas e de facto tem jeito para as descrições sentimentais. Ela só perde no comprimentos do texto, que faz com que a nossa mente se distraia facilmente.

Auburn Reed tem toda a sua vida planeada. Não há espaço para erros ou imprevistos. Até que, um dia, entra num estúdio de arte e conhece Owen Gentry, o enigmático artista dono do estúdio. Auburn sente, de súbito, que algo muda dentro dela e decide deixar-se levar pelo coração.
Owen, contudo, guarda segredos que não quer ver revelados. As escolhas do seu passado não parecem permitir-lhe um futuro livre, e Auburn tem demasiado a perder se decidir lutar por ele. A única forma de não pôr em risco tudo o que é importante para si é deixar Owen. Confessar é tudo o que ele tem de fazer para salvar a relação de ambos. Mas, neste caso, a confissão pode ser muito mais destrutiva do que o próprio pecado.
Será o amor capaz de sobreviver à verdade?

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