30 de março de 2017

Opinião Contemporânea: "9 de Novembro" de Colleen Hoover



Mas o que é que Colleen Hoover tem com os nomes femininos que mais parecem nomes masculinos? É que uma pessoa vai a ler a sinopse a pensar que está a ler o que se refere ao homem da história, depois aparece outro nome masculino e pensa que são gays e no final afinal era uma rapariga! Adora baralhar-nos até na sinopse esta senhora.
Não li a versão portuguesa, confesso, mas resolvi colocar aqui a capa porque ainda não percebi o que a capa tem a ver com a história. O título ok, agora a capa...
Esta história recomendada pela Mafi, como já disse no Doce do Momento, difere do que já li até agora. O facto de apenas conhecermos um dia por ano não torna o livro fraco, torna-o sim orignal. A autora consegue colocar só nesse dia muito do resto dos 364 dias que passaram sem lermos. Assim, tal como as personagens, vamos vendo uma evolução repentina de dia 9 para dia 9 e saltando logo para a parte boa, principalmente porque essa parte inclui o casal principal. Existem outras personagens, mas são todas muito secundárias.
A descrição dos sentimentos das personagens continua a ser o ponto forte da escritora, tal como incluir sempre um ou mais aspectos diferentes. Em Talvez um Dia tivemos links para músicas (acho que não referi isto na minha opinião) e agora tivemos citações e poesia. Tudo fiel aos personagens.
Outro ponto a salientar são as cicatrizes das personagens. Colleen demonstrou, e muito bem, a diferença entre as cicatrizes do interior e do exterior, mas, na minha opinião, poderia ter-se alongado um pouco menos nas cicatrizes, ou na descoberta e descrição destas, de Ben. A carta da mãe é enorme e tive que me obrigar a concentrar nessa parte, o que é estranho porque todo o livro é viciante.
"Amber geme e, em seguida, toca no meu ombro enquanto ela passa. "Apenas o perdoe," diz ela. "Glenn encontrou um membro do género masculino que realmente gosta, e se não perdoares o Ben, vais partir o coração de Glenn.
Ben e Glenn estão ambos em silêncio olhando para mim. Glenn está-me a dar um olhar de cachorrinho e o lábio inferior de Ben está saliente."
Pelo menos as lágrimas foram mais escassas, mas os momentos emotivos continuaram a ser muito intensos. Mantenham afastados os corações mais fracos!
A cena da tatuagem também não me encantou se calhar como devia e mesmo os momentos a dois deles não me pareceram de qualidade. Sim, aconteceu muito drama, principalmente a partir do terceiro 9 de Novembro, e esses são talvez os pontos altos, tal como os mal-entendidos. Acho que o principal defeito deste livro foi mesmo um pouco de palha vamos encontrando. No inicio desculpei por Ben ser escritor e depois o mesmo para a sua mãe, mas comparado com os últimos três livros que li, este foi um pouco mais "desencorajante" com tanto texto para ler.
Gostei das várias reviravoltas na história. Principalmente a primeira ou segunda (depende do que considerarem como reviravolta)! Nunca pensei!
Em relação à parte do humor, aqui é muito escasso e quando há é fraco.
Dei quatro estrelas por causa das temáticas que inclui. Tem várias o que torna tudo muito mais rico e que nos leva a pensar num dos tópicos do costumo: às vezes nem tudo o que parece o é.

No último dia de Fallon em Los Angeles, a sua vida cruza-se com a de Ben e os dois apaixonam-se perdidamente. A química que os une é tão forte e incontrolável que, apesar de Fallon estar a caminho de Nova Iorque, os dois prometem encontrar-se novamente. Os reencontros continuam durante cinco anos, sempre no dia 9 de novembro. Fallon e Ben encontram-se para construírem a sua história de amor, entre as várias relações e atribulações das suas vidas separadas. Apesar de só estarem juntos uma vez por ano, os dois envolvem-se cada vez mais e partilham um amor pleno de entrega, paixão e intensidade, capaz de os transformar e de sarar cicatrizes profundas. Cinco anos depois Fallon descobre que Ben carregou um enorme segredo durante cinco anos. O choque e a desilusão tomam conta do coração da jovem, devastada com a possibilidade de tudo ter sido uma farsa. Estarão os dois preparados para aceitar que as histórias de amor nem sempre têm um final feliz? Ou será Fallon capaz de perdoar o homem que ama?

2 comentários:

  1. Ah ah, por acaso eu gosto de nomes de rapazes em raparigas :-P

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  2. Concordo sócia...a capa não tem nada a ver com o título!

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Bem vindas e bem vindos a mais um aniversário aqui do nosso cantinho, mais doce da blogosfera. Pois é, hoje comemoramos mais um ano...