6 de fevereiro de 2017

Opinião Contemporânea: "A Lua-de-Mel" de Sophie Kinsella





Sophie Kinsella não é nenhuma novidade para mim. Este foi o seu 14º trabalho que li e continua a ser uma escritora que põe-me bem disposta e é por isso que embora os seus livros repitam sempre (ou quase) sempre a mesma fórmula, continuo a gostar de ler esta autora.

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Ser pedida em casamento deve ser o sonho de grande partes das mulheres e na verdade, quando já estamos numa relação séria,  na nossa cabeça, o casamento é o único passo a seguinte, a única preocupação será: "afinal quando é que ele se vai ajoelhar?!"


O pior é quando tiramos conclusões precipitadas e as coisas acabam por não acontecer. Foi o que se sucedeu à nossa protagonista aqui, Lottie que pensava que o namorado de longa data ia pedir-lhe em casamento mas tal não aconteceu, deixando-a desnorteada por quererem coisas diferentes na relação.

Pela primeira vez, a narrativa da Sophie divide-se em duas perspectivas, temos o ponto de vista da Lottie mas também da sua irmã, a Fliss e deixem-me dizer que entre uma e outra venha o diabo e escolha.

Por conta de termos duas narrativas, o livro tem um tamanho considerável, quase 500 páginas e ao princípio a leitura é fresca e entusiasmante mas à medida que as páginas vão passando, torna-se um pouco frustrante as acções destas duas irmãs. Sabem quando tudo se resolveria se realmente as pessoas falassem e não inventassem mentiras atrás de mentiras, justificando as suas acções só porque pensam que estão a fazer o melhor para a outra pessoa, quando realmente não estão? É o que acontece aqui, mais com a Fliss do que com a Lottie. A Fliss acha que a irmã enlouqueceu e tenta a todo o custo arruinar a lua de mel da mesma e a Lottie toma atitudes impulsivas só para mostrar que está bem consigo mesma quando não está. Claro que metade das confusões e peripécias com que se metem podiam nem acontecer se realmente falassem uma com a outra!

É um livro divertido de ler e uma leitura que nos arranca gargalhadas com tanta parvoíce junta mas não considero que seja o melhor livro da autora. Mesmo assim aconselho, especialmente a quem está prestes a casar ou é recém-casado!

Lottie tinha a certeza de que Richard, o seu namorado de longa data, ia pedi-la em casamento. Mas estava enganada. Farta de esperar, decide terminar a relação. O inesperado acontece quando Lottie, ainda a recuperar da desilusão, recebe um telefonema. Do outro lado da linha está BEN, um ex-namorado com quem fizera um pacto insólito no passado. Se, aos 30 anos (ou aos 33…), nenhum deles estivesse casado, casar-se-iam um com o outro. Para Lottie a mensagem é clara: o Destino está a uni-los!
Já FLISS, a irmã de Lottie, não tem tanta certeza disso. Ela sabe que, por detrás deste aparente ato arrebatado de paixão, Lottie tem o coração partido. Mas casar com alguém que não vê há 15 anos ultrapassa todos os limites.
O problema é que o mal já está feito… A solução?
Seguir o casal até à ilha grega de Ikonos e fazer os possíveis (e os impossíveis) para impedir a consumação da união. Fliss rapidamente percebe que contrariar o Destino não é tarefa para os fracos de espírito, algo que ela acredita não ser. Mas à medida que o seu plano avança, uma dúvida paira no ar: estará ela preparada para pagar o preço pela intromissão?

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