16 de abril de 2016

Opinião Histórica: "Uma Noite para se Entregar" de Tessa Dare



Adoro a capa e a sinopse apesar de ser tipo testamento também me pareceu bem. De qualquer forma a razão principal para o adquirir e começar a ler foi mais pelo meu amor pelos romances históricos. Desta vez acho que me saiu um pouco o tiro pela culatra.
Gostei da ideia de uma aldeia refúgio para jovens mulheres excluídas da sociedade, porque mostrou que elas podem ter um sitio fora da pressão do resto do mundo. Acho que esta foi uma boa base para toda a história, mas mesmo assim imaginei que seria desenvolvida de maneira diferente e até mais cativante.
Não sou fã da escrita desta autora e este livro só provou que não vale a pena insistir mais. Acho que ela se perde muito nos pormenores e não sinto grande atracção entre as principais personagens, e isso notou-se bastante na primeira vez que fizeram amor. Há ali uma certa faisca, mas não há aquele "não me consigo afastar" ou o vicio daquelas paixões de amor à primeira vista. Deve ser por estar viciada nas descrições de Abbi Glines, e acho que mesmo que todas as autoras deviam aprender com esta escritora neste tipo de relatos destes momentos que nos agarram com toda a tensão sexual e atracção.
Nesta história até temos outros elementos como o intelecto de ambos ser tão parecido e por isso Tessa Dare tinha tudo para ter uma dupla explosão de sentimentos, mas não soube transpor para fora do papel/ecrã nenhuma dessas emoções.
Em relação à história em si, não me pareceu muito fluída. Pareceu-me algo forçada, principalmente na parte do banho das mulheres, porque o diálogo deles não se adaptou minimamente aos acontecimentos seguintes.
Não sei explicar melhor, só sei que não me convenceu nem esta cena nem outras que se seguiram.
O pai de Susanna mostrou-se uma surpresa. Ele parecia de facto muito quieto e ausente, mas quando ele interferiu com a história contribuiu com alguma emoção, nem que tenha sido quase arrancada da personagem feminina.
Em relação a Bram, outra personagem que falhou redondamente. Gostei da história dele, mas em relação ao Presente não acho que ele tenha qualquer autoridade e sex appeal muito menos. Até achei mais interessantes os amigos que ele próprio, o que é mau já que ele é supostamente o principal.
O mais provável é não continuar com esta colecção e confesso que nem sequer tentei ler as seguintes sinopses. Fiquei com uma certa esperança de se desenvolver uma paixão entre a menina Taylor e um dos soldados de Bram, mas acho que prefiro ficar na expectativa.
Para quem gosta até dos romances históricos mais "ocos" este definitivamente não correspondeu às minhas expectativas.

Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens mulheres: bem-nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres descobrindo e desenvolvendo seus talentos. O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir doze homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável.
Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.

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