16 de fevereiro de 2016

Opinião Young-Adult/Sobrenatural: "Coroa da Meia-Noite" de Sarah J. Maas



- Spoilers -

No segundo volume da saga Trono de Vidro, Celaena continua tão guerreira como no primeiro. A rapariga, e os que a seguem, capítulo sim, capítulo não, terminam cobertos de sangue e feridas.
Aqui vão haver muitas revelações, muitas reviravoltas, mas o melhor de tudo é que a quantidade de magia vai aumentando exponencialmente.
O rei de Adarlan continua mau como as cobras, o príncipe bom como o milho e bom de personalidade, e o capitão lá consegue ser conquistado ou avançar para a frente. Esta troca de parceiros em relação a Celaena torna-se um pouco estranha, porque no primeiro livro notava-se ali uma indecisão, mas ela ao terminar com Dorian foi tão fria que pareceu que ela andou a brincar com ele e com os seus sentimentos. Passa então a sua total atenção para Chaol e mesmo assim a sua relação teve grandes dificuldades, principalmente a partir do momento em que a sua amiga morre (leram o aviso a vermelho lá em cima não leram?).
A morte de Nehemia ainda hoje (que já li este e o próximo) continua a me parecer uma desculpa fraca para o "fazer acontecer" que esta e a rainha morta (aqui há tantas rainhas e reis e príncipes que vou chamá-la assim) combinaram. Penso que os acessos de raiva de Celaena são mais que suficientes para ela fazer alguma coisa, para além de ser covarde, mas parece que a autora nunca está satisfeita e tanto a torna invencível, como a torna uma choramingas.
De qualquer forma este livro pode-se dividir em dois, mas quem se mantém constante é Celaena que continua a fazer as coisas pela calada e sendo a assassina do rei. As variações são a magia que se desenvolve na segunda parte e os ataques de raiva que se multiplicam desde a morte de Nehemia.
Sinceramente não estava à espera que houvesse uma espécie de tréguas entre Chaol e Celaena, mas de facto esta acontece mesmo quase no final, mesmo depois de Celaena ver e estar com o espírito da amiga que lhe diz muito rapidamente e vagamente que foi tudo planeado.
Comparado com o livro anterior, este foi menos activo. Temos ali na segunda parte alguns pontos altos, como Celaena a ir salvar Chaol, Celaena a matar monstros e Celaena a quase matar o suposto segundo amor da vida dela. O denominador comum é sempre a nossa rainha-que-não-quer-ser-e-que-ninguém-sabe-quem-é-mas-que-nós-leitores-já-desconfiamos-desde-o-inicio que luta que nem uma amazona (não vou dizer homem porque há muito covarde aqui nesta história e não só), mas que precisa ser sempre salva de morrer no final das lutas.
Sarah J. Maas continua a descrever muito bem as personagens, os momentos com mais acção e os cenários, mas falha um pouco nas relações entre personagens. Acho que são muito frias nestes momentos para o ardor que transparecem nas lutas.
Aqui não temos final, mas um "a continuar". Claro que continuei a ler... e espero que vocês também. Amanhã a opinião do terceiro.

Encontrei a música perfeita para o casal Celaena e Chaol, espero que o vídeo funcione:



Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar.

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