19 de novembro de 2013

Opinião Young-Adult: "Insurgente" de Veronica Roth


Acabei mesmo agorinha de ler o livro em Assunto e depois de ter tido uma conversinha com a minha sócia que me spoilou a meu pedido eu estou preste a levantar vôo para Chicago ou lá onde Veronica Roth mora.
EU NÃO ACREDITO NO QUE ELA ME VAI ESCREVER!!!
Mas onde raio ela tinha a cabeça? No tablier?! (ok esta foi ofensiva mas posso explicar a piada se quiserem).
Bem, com os nervos com que estou e a quantidade de histeria aviso já que vai haver muitooooos SPOILERS, por isso depois não me ofendam.
Vamos lá então começar:
Insurgente, relativamente ao Divergente, acaba por ser muito mais surpreendente. Não melhor, porque ambos têm cenas muito intensas e viciantes.No primeiro não sabia o que ia encontrar, mas aqui estamos sempre expectantes dos próximos passos de Tobias e de Tris, individualmente e como casal. Beatrice é uma personagem tão boa como Katniss, melhor talvez por ser mais altruísta e até corajosa. Penso também que toda esta trilogia tem algum paralelismo e até simetria com a de Suzanne Collins. Infelizmente, já sei que estas semelhanças vão do bom ao mau, mas não falemos mais nisso se não fico deprimida e com vontade de esganar alguém ainda antes de ler uma frase do Allegiant.
Continuando...
A cena da mãe do meu querido e muito fofo Tobias ter ressuscitado pareceu-me algo forçado. Está bem que foi uma boa desculpa para eles não terem sido mortos pelos sem-facção, mas para além disto a personagem dela acabou por influenciar e muito a relação do Tobias muito sexy e da nossa pouco egoísta nesta edição Tris. E não para melhor. Por isso... detesto esta senhora! Ela e o ex-marido podem ir para um sitio que eu cá sei, coitado é do Tobias que fica órfão, mas eu não me importo de o consolar eheh. Podem adivinhar, portanto, que não gostei nada da reconciliação!
Encontrei umas gafes ali pelo meio, principalmente quando Tobias refere que Zeke está na sala de maneira muito descontraída, quando ele supostamente é um traidor. Esta parte também foi bastante óbvia e o disfarce descoberto muito rapidamente. Este personagem também acaba por desaparecer a certa altura, o que é uma pena porque esta família sempre teve um óptimo contributo na história. Algo como a normalidade, por exemplo.
E alguém me explica a parte do "Merchandise Mart" na página 89? Eu percebi a ligação, não percebi é o porquê de repetirem. Hum, está ali qualquer coisa errada.
Eu, que adoro trios amorosos, já estava toda contente que o Uriah iria ser o outro canto, mas o gajo teve que ir atrás da Marlene e pronto, mais sozinho ficou. Também não me importo de o consolar, btw. Portanto, a autora não me fez a vontade e se calhar ela até tem razão. Não tem razão é em por os nossos pombinhos tão afastados. Credo, mal se beijam! Mas gosto naqueles toques nas tatuagens... mui sexy. Acho que vou fazer umas iguais... not!
O papel de Tori andava-me a fazer uma certa comichão. Ela nem era sal nem açúcar. Sabiamos o que ela andava a fazer, mas mal aparecia e depois juntou-se a mais dois e estava a lidar os Intrépidos, mas aquilo parecia-me tudo tão desorganizado à mesma que enfim... não sei que penso. Depois pimba, mata a cruela de vil!!! Boca aberta!
Outra situação que queria comentar é a cena entre pai e filho. Já estou como a Tris Maria, aquela cena inversa no refeitório foi muito repentina e teatral e se significar o que eu penso que significa acho que a escritora tem que começar a trabalhar mais nestas cenas com segundas intenções futuras, se não nós adivinhamos tudo e lá se vai o efeito surpresa. Neste caso, e neste livro, a autora acabou por não confirmar as minhas suspeitas. Humpf!
Adorei toda a participação de personagens como Cara, Christina, até Fernando. A autora acaba por ser muito mázinha em relação a estes e principalmente ao último e a Lynn. As mortes de alguns personagens que se nos tornaram tão queridos não são tão agressivas como estava à espera, mas de qualquer forma não conseguimos acompanhar estes acontecimentos de maneira indiferente. Quase que dói cá dentro da alma e nos apetece chorar em conjunto com Tris, que a certa altura já nem isso faz (para alívio meu, porque sinceramente já estava farta de humidade).
A morte de Tris foi outra cena de boca aberta. A ajuda de Peter nem tanto porque já se estava a ver que ele lá no fundooooooooo, mesmo no fundo, tinha que fazer uma acçãozinha boa. Este não nos desiludiu a não repetir esta façanha, ahahahah. Adorei as reacções de Tobias ao sofrimento da sua querida, mas continuo a defender que podiam ter sido muito mais esmiuçadas e assim dar-nos um bocadinho mais de Tobias em vez de Tris, Tris e mais Tris. Opah, eu gosto dela... mas gosto mais dele. E vocês percebem-me, certo?
Mas o final... ai o final... e o que leva a ele? Dá vontade de agarrar o livro com tanta força de maneira a quase sermos sugadas lá para dentro e salvar-mos aquela gente toda.
O mistério que há em volta de tudo aquilo acaba por irritar um bocado, principalmente quando é ele e Marcus que fazem com que Tris pseudo-traí o Tobias. Aqui encontro uma falha na história, ou na escrita desta. A cena em que supostamente devia haver drama por Tobias não acreditar nela, etc, é a mais morna de todas. Quer dizer, a rapariga chora o livro todo, leva tiros, dentadas e murros, e quando o namorado não acredita dela (de maneira muito pouco convincente) a cena é assim? Só aquilo? E depois quando ele finalmente acredita nele também é só aquilo? Ai Roth, Roth, Roth, o que eu hei-de fazer contigo! Metes toda a emoção na panela da acção e no romance deitas só uns pozitos. Tss Tss Tss. Vou ter que ensinar a autora o que significa "amasso" em brasileiro, porque aqueles beijitos nem as freiras dão (sem ofensa).
Para finalizar, é da minha opinião que Veronica Roth podia ter inserido mais umas simulações, porque este é um dos pontos originais deste livro, que curiosamente não torna o livro futurista, mas... o que ele é... distópico.

Citação:

"- Acho que será mais fácil lutar com um vestido - diz Marlene, tamborilando com os dedos numa face. - Dá-nos liberdade de movimento para as pernas. E que importância tem que as pessoas nos vejam as cuecas quando estamos a limpar-lhes o sebo?" página 124

Sinopse no Doce do Momento.

Título Original - Insurgent

Edição - Maio 2013

ISBN - 9789720043825

https://www.goodreads.com/book/show/17839087-insurgente

1 comentário:

  1. Qual parte do "Merchandise Mart"? já não me lembro disso! xD

    Gostei mais do Insurgente do que do Divergente. Epá, é muita coisa a acontecer! xD A parte das simulações é sem dúvida a minha preferida. Concordo contigo, a Veronica devia ter mostrado mais Tobias. E quando leres, o Allegiant acho que vais achar a mesma coisa... (eu pelo menos penso assim)

    Beijinhos*

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