17 de novembro de 2013

Opinião Young-Adult: "Divergente" de Veronica Roth


Apesar de o ter terminado de o reler, a minha opinião não mudou muito da primeira vez, aqui vai ela com algumas actualizações.
Dos livros dentro do género que já li até hoje, ainda não houve nenhum que batesse os The Hunger Games, mas que este esteve perto, esteve.
Apesar de achar que a ideia das facções é muito semelhante, gostei do facto de cada um escolher a sua facção e as provas que têm que passar - deja vu da cena do chapéu no Harry Potter. A partir desta parte tudo vai ser muito diferente do que já leram. As descrições, principalmente dos momentos em que a adrenalina está mais presente, estão muito bons. Acompanhamos cada passo, cada corrida, cada tremor das personagens. Gostei também do leque vasto de personagens, tal como cenas de acção, visto que detesto quando o livro tem uma ou duas cenas mais entusiasmantes mas depois é tudo conversa, dramas e amuos.
Aqui não é nada disso. Tris anda sempre numa corrida para provar o quanto é boa.
Uma coisa que não gostei é o facto de uma personagem que supostamente é corajosa faz as coisas sem esse sentimento ou pensamento de “tenho medo, mas consigo fazer isto”. Ela fez quase tudo inconscientemente. O outro personagem que me lembro de ser corajoso graças à sorte foi o Harry Potter e que exemplo fui arranjar, visto que encontro muitos pontos em comum entre este livro e a saga de Rowling. Mas não me vou concentrar nisto, porque como já repararam eu faço sempre associações e cruzamento de pormenores entre as obras que leio e se fosse por este caminho fazia aqui uma teia em que todos têm algo em comum com… todos.
Uma coisa que me irritou ao longo de toda a leitura foi a insegurança de Tris. Para quem é tão corajosa… Por isso, todo este drama em volta dela corroborou o meu pensamento anterior. Este tipo de situações estragam completamente a personagem. Qual é o problema da personagem principal ser mulher e cheia de garra e confiança?!
Enfim, vá-se lá perceber. Mas eu perdoo a autora porque ela apresentou-me o Quatro.
Na primeira parte do livro não estava nada à espera que dali saísse algo entre aqueles dois, mas depois não resisti e espreitei o final e pronto, a partir daí olhei para o Quatro com outros olhos e é por isto que eu vou continuar a espreitar finais e a spoilar-me a mim própria. Eles são tão fofos juntos *.* E foi graças a estes dois e às cenas entre eles (excepto quando ele a tratar mal) que eu mudei a minha classificação de 4* para 5*. Esta segunda leitura ainda me soube melhor! Ainda por cima imaginei tudo com as caras e roupas do filme que eu estou muitoooo ansiosa para ver.
Já comecei a ler o Insurgente! Yeeey.

Excertos preferidos:
"- Estatisticamente - diz Will, o rapaz dos Eruditos que está ao meu lado, com um sorriso -, devias ter atingido o alvo pelo menos uma vez, nem que fosse por acaso.
(...)
- Pois - responde. - Aliás, até acho que estás a desafiar a Natureza." página 65

"- Mas nós... não devemos magoar os outros.
- Gosto de pensar que quando detesto alguém estou a ajudar essa pessoa - contrapõe Christina. - É uma maneira de lhe lembrar que ela não foi uma dádiva de Deus à Humanidade." página 75

Sinopse no Doce do Momento.

Título Original - Divergent

Edição - Maio 2012

ISBN - 9789720043818

https://www.goodreads.com/book/show/13627059-divergente


10 comentários:

  1. Eu não concordo muito contigo na questão da insegurança da Tris... :P Não acho que seja um ponto negativo.
    A ideia de que as histórias feministas são apenas aquelas em que a mulher "arrasa e vence" é muito hollywoodesca.
    As mulheres fracas e vulneráveis também podem provocar empatia e são realistas. Eu gosto que a Tris seja fraca e forte e feliz e triste - fá-la mais humana.
    Tens razão quando dizes que ela age quase sempre de maneira inconsciente, mas ela não precisa de saber que é corajosa porque isso é uma coisa que já faz parte dela.
    As pessoas revelam-se nas situações mais desesperadas e vão buscar a força a sítios impensáveis.
    Isto não quer dizer que eu concorde com muitas das decisões que ela tomou, mas também não sei o que faria no caso dela.

    Basicamente esta trilogia torceu-me o cérebro todo... e eu já nem sei o que dizer mais sobre isto.
    Por um lado, tive muito mais "prazer" a ler o Divergente do que tive com os Hunger Games. Mas por outro lado, a luta travada pela Katniss pareceu-me mais objectiva. SE ao menos a Veronica tivesse trocado as voltas no Allegiant e tivesse atribuído a luta a quem devia... (isto é complicado explicar sem spoilers)... talvez isto tudo fizesse sentido.

    Enfim, desculpa por este longo e confuso comentário ;)



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    Respostas
    1. Ahah não foi nada confuso, até foi muito bem fundamentado =P Ahhhh spoilers ali a espreitar...

      Ora bem, eu concordo contigo claro. Mas continuo a preferir personagens femininas fortes. Neste livro, por exemplo, ela diz que não costuma chorar. Hum, ela passa quase o livro todo a fazê-lo... São estas contradições que me fazem torcer o nariz e estas lágrimas todas que me rolar os olhos, mas também te digo que apesar disto tudo elas não são nenhuma Mary Sues e eu adoro-as (a Tris e a Katniss) à mesma - apesar desta última ter ficado com quem não devia no Revolta --'

      Eheh, enfim. Acho que estamos de acordo e em desacordo e eu estou muito feliz pelo teu comentário =)
      Deviamos ter destes assim em todas as opiniões. Por isso, obrigadaaaaaa.

      Beijinhos

      PS - se quiseres discordar de mais alguma coisa força nisso =P

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    2. No Revolta, fiquei com a sensação que a Katniss não escolheu com quem queria ficar... xD Cá para mim ela só ficou com A porque B foi-se embora... lool

      Uma das coisas que mais gosto no Divergente é que não tem triângulo amoroso (eu não gosto mesmo nada, nada, nada) Mas também, quer dizer, quem iria olhar para outra pessoa com um rapaz como o Four... xD

      Em relação a personagens fortes, acho que ias gostar da Penryn do Angelfall ;) Neste momento, para mim, consegue ser ainda melhor que a Tris e que a Katniss. Mas ainda não posso dizer isto com muita convicção, porque ainda só li o primeiro livro da trilogia e sabe-se lá o que pode acontecer... :P

      E obrigado eu,pela tua resposta!! É bom trocar pontos de vista, sejam parecidos ou não ;)

      Beijinhos*

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    3. Hey eu olhei para o Uriah, que também é muito fofo e ainda por cima a descrição fez me lembrar o meu lobinho do Twilight =p Mas pronto, confesso que não é melhor que o 4, ainda por cima porque este gosta mesmo da Tris e quem não gostaria de um homem destes que se sacrifica por ti e tales...

      Ahahah outra coisa que discordamos. Eu adoro trios amorosos!!!!

      Angelfall? Aiiiii vou já ver do ebook. Depois quando o ler voltamos a conversar sobre isto =p Tens opinião? Manda ai o link para eu cuscar.

      Obrigada Marina!!!

      Beijocas

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    4. O Uriah!!! Como é que eu me esqueci do Uriah!? xD Ele é tão fixe! Quem me dera tê-lo como amigo! Ele é melhor que o Jacob, desculpa lá! :P

      Eu não consigo gostar de triângulos amorosos, pelo menos dos que li... Já leste algum que valha a pena? É que se leste, por favor diz-me, que é para ver se mudo de opinião. ;)

      Quanto ao Angelfall, sim tenho uma opinião... ;)

      http://olivroquedeuumpum.blogspot.pt/2013/11/angelfall-review.html

      Agora estou ansiosa para que o leias, para poder falar contigo sobre ele. eheh!

      Beijinhos*

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    5. Na altura teria preferido o Jacob, mas agora atirava-me definitivamente ao Uriah, ainda por cima agora que ele ficou viúvo, tem uma irmã paraplégica e outra meio deprimida. Precisa de consolo =P

      Opah assim de repente, gostei de um trio, mas aquilo é demasiado erótico e não se se tens idade para leres coisas daquelas kinkys! Eheh
      Também gostei do trio da Julia Quinn, no When He Was Wicked (http://romanceentreaspas.blogspot.pt/2013/10/o-que-eu-penso-de-when-he-was-wicked.html) mas o trio é desfeito quase ao inicio e por isso coiso...

      Ahhh vou já ler. encontramo-nos no teu blog!

      Beijinhos

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    6. Ahahah! É assim, eu tenho 21 anos, isso já conta para alguma coisa... :P (bolas, já tenho 21 anos... bahhh)

      Assim de repente, o primeiro romance com cenas (meio) eróticas que li, deve ter sido a Villa da Nora Roberts. Nunca tinha lido nada desta autora, e na altura (era mais novinha) deve ter sido o primeiro romance com cenas de sexo pormenorizadas que li. E depois, tem um tipo de romance que eu adoro, que é de amor-ódio ( ahhhh, Sophia e Tyler...)
      Depois disso, curiosamente nunca mais li nada desta autora... lol.

      O When He Was Wicked parece-me ser interessante. Além disso, também tenho um fraquinho (bastante grande) por bad boys... *____*

      É o que estou sempre a dizer, tenho muiiiiito para ler ainda xD

      Beijinhos ;)

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    7. Ahahah esse da Nora ao lado do que eu estou a falar é quase para freiras =p Pronto, ok já tens idade, mas deixa lá isso. Deve haver exemplos melhores para te cativar para os trios, eu é que não me estou a lembrar de nenhum =P

      Ai bad boys *.* grau!

      Tu e eu. Olha uma coisa em comum! Milagre =p

      Beijocas

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    8. Ahahah! Acredito!! :P

      Sugiram-me romances com bad boys que eu devoro isso num instante! xD Mas gosto quando eles se tornam bons no fim... a cena da redenção e tal... eheh! ;)

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    9. Simmmm, o problema e quando ficam bonzinhos muito rapidamente.

      A Nora tem muitos desses felizmente =p ela dá-me sempre finais felizes e bad boys eheh

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