11 de novembro de 2013

Opinião Erótica: "Pede-me o que Quiseres" de Megan Maxwell


Eu até comecei a ler com um certo medo, mas ainda não aprendi que quando a Mafi detesta, eu gosto ahahah. Yin e Yang sócia =P
Comecei por rir, depois corei quase até ao fim com o que ia lendo e no final acabei com um psico-grito (só dentro da minha cabeça): É assim mesmo gaja! Só posso dizer que de facto é intenso e kinky!
Falando das personagens, Judith é uma senhora com um vocabulário de adolescente a entrar na puberdade, mas o facto de ser espanhola acaba por explicar algumas atitudes e frases mais caricatas. O que interessa é que a senhora até tem a sua piada.
De resto, para secretária, acho que Jud tem demasiadas aptidões (motas e karaté?!). Em relações aos humores, bem, tanto ela como ele têm umas viragens algo bruscas que até é difícil de acompanhar! Bipolares? Tanto estão a gritar como estão a saltar para cima um do outro. E aquilo de andarem a "jogar" (que raio de verbo) com terceiros continua a fazer-me uma certa confusão. Não me parece muito certo, mas eles lá sabem!
Adorei a ideia da tatuagem! E gostei do papel que ela foi desempenhando ao longo do livro.
Os segredos de Eric acabaram por não me parecerem muito justificativos de todo o drama e mistério que a autora descreveu em volta, além disso, tornou este macho tão dominante um pouco frágil, o que foi aumentando à medida que ele se foi apaixonando pela Judith.
Gostei da ideia do acidente, mas foi tão mal relatado! Megan Maxwell podia ter aproveitado muito melhor esta cena, mas nãoooooo, preferiu usá-la só para eles fazerem as pazes e revelar o segredo deles. Fraca!
Achei todas aquelas cenas com Marisa e Betty um pouco forçadas para o namoro de Judith e Eric não ser tão perfeito. A cena mais intima com Marisa acabou por me soar algo estranha, quando foi claramente contra a vontade da protagonista. Penso que nesta parte do livro, o sexo e todo aquele jogo já estava um pouco batido, o que me pareceu que a autora tinha percebido quando descrevia a intimidade do casal, mas por outro lado, afinal não, quando colocou a outra personagem alemã pelo meio e logo de repente acaba com tudo de uma vez. De qualquer forma, o final foi muito intenso e cheio de garra pelo lado feminino e, assim, certificou-se que eu tivesse imensa vontade de ler o volume seguinte.
Relativamente às outras personagens, como a irmã de Judith achei que não meteu piada nenhum, ao contrário da irmã. Para uma mulher adulta e com uma filha, parece-me ter um Q.I. algo baixo, auto-estima inexistente e conhecimentos sexuais muito reduzidos. As espanholas normalmente são todas fugosas e esta só ao fim de anos de casamento é que o marido se lembra e a cativa. Hum, muito estranho.
A irmã de Eric, por outro lado, aparece tão poucas vezes, que nem dá para nos afeiçoarmos a ela, apesar do pouco que Megan Maxwell descreveu, até pareceu ser uma personagem que vale a pena voltar a surgir e não ser esquecida na história. A mãe de Marta e Eric, tal como o pai de Judith, aparece mais vezes, mas a sua posição não é tão marcada assim, principalmente quando ela é referida pela última vez. Passo a explicar de forma difusa: ela, supostamente, gosta muitoooo de Judith, mas depois da última discussão entre esta última e Eric, ele volta de uma almoço com a mãe e não há qualquer referência à sua opinião da relação destes. Para quem não leu o livro, podem achar este pormenor irrelevante, mas apesar de não ter assim tanta importância eu acho bem referir, pois muitas vezes a autora desenvolveu personagens ou cenas que não valia a pena, e neste caso deveria ter feito o oposto.
A chefe de Judith e Miguel, até serviram para alguma coisa útil, tanto para lançar a história como para terminá-la. Também achei, que quando eles estavam junto, até faziam um par algo real e simples (apesar das cenas no escritório). O sexo deles era normalíssimo e por isso servia como equilíbrio para as outras cenas mais escaldantes.
De qualquer forma, o saldo foi muito positivo. Tem cenas muito escaldantes sim, mas nada que eu não tenha lido nos livros de Cheri Whitefeather. Penso que Megan Maxwell soube desenvolver e descrever melhor a parte humana das cenas, não sendo só descrições cruas do sexo a três ou a quatro. Talvez o tenha conseguido por ser descrito na primeira pessoa e por alguém que está a experimentar tudo pela primeira vez.

Opinião da Mafi.
 
Sinopse em A Sair do Forno.

Título Original - Pídeme lo que quieras

Edição - Outubro 2013

ISBN - 9789896574475

https://www.goodreads.com/book/show/18684430-pede-me-o-que-quiseres

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