19 de novembro de 2013

Compilações: Trilogia Divergente de Veronica Roth



Depois de uns bons minutos de fangirling no facebook entre mim e a Ne a discutir os atributos do Four e onde a Ne revelou o seu lado mais artístico com uns piropos que vão virar moda não aguentei em transcrever aqui a minha opinião sobre esta fantástica trilogia! O 3º livro sai dia 21 de Março.

Ora bem quando eu comecei a ler o Divergente, aqui numa leitura conjunta com a Ne e com outras meninas e onde ela me spoilou quem era realmente o Four (não me esqueci Ne!) eu nem imaginava que ia-se tornar uma das minhas séries preferidas
O ritmo alucinante, as reviravoltas inesperadas, a protagonista corajosa e destemida e um rapaz com doisnomes, podre de bom são alguns dos ingredientes que podemos observar nesta obra distópica. Eu não consigo explicar (e por isso este texto não irá fazer muito sentido, you've been warned) o fascínio que este livro teve sobre mim!

Não sei se será por haver facções, tal como em Hogwarts do meu querido Harry Potter, se será pela dualidade de escolhas entre o bem e o mal, pela carga emotiva que nos preenche quando sabemos que estamos sozinhos no mundo e tornamos-nos adultos da noite para o dia… não sei será por alguma destas razões ou por tantos outros valores morais intrínsecos no livro, a verdade é que devorei o primeiro livro em poucas horas, a ponto de ressacar o livro até hoje (após já ter lido o segundo e o terceiro!).

Acho que o grande apelativo do livro é mostrar como o ser humano consegue adaptar-se a situações que estejam para além do nosso controlo e do nosso poder de escolha, apenas pelo instinto de sobrevivência. Apesar de se passar num futuro pós-apocalíptico, Divergente bem podia ser uma realidade alternativa da nossa sociedade actual. Para quem não sabe, no livro apela-se às melhores qualidades do ser humano, de modo haja uma sociedade baseada na perfeição e harmonia, sem qualquer defeito.

O que quero dizer é que, e é apenas o que eu sinto, hoje em dia os valores morais que nos incutem tanto pela televisão, internet, imprensa é que temos de nos encaixar num protótipo definido e que se formos diferentes, já somos postas de parte, mesmo que tenhamos as mesmas qualidades que os outros. Acabei por me identificar bastante com a protagonista, Beatrice "Tris" Prior, que apesar de saber qual a sua posição na sociedade, o sentido de pertencer onde realmente achamos que é o nosso destino e aquilo que nos faz mais feliz, faz com que lute por aquilo que realmente é, independentemente do que os outros possam pensar.

Acho que o motivo porque não consigo explicar coerentemente o porquê deste livro ser o meu favorito é porque como tal para outros olhos, o livro pode perfeitamente ser uma glória à violência gratuita, às protagonistas irritantes e aos enredos que não faz sentido. Para mim não é nada disto e vai para além do inexplicável, e portanto passamos já para o 2º livro Insurgente que não leva as mesmas cinco estrelas que o 1º livro pois não teve o mesmo impacto que este mas são umas quatro estrelas e meia a arredondar muito para as cinco por diversos motivos: como segundo volume, Insurgente consegue manter uma estrutura bastante lógica, a linha de todos os acontecimentos (por vezes um pouco rápidos demais) e acaba por fazer bastante sentido! 
Com uma carga elevada de violência que pode chocar os mais sensíveis, achei a  Tris bastante segura das suas acções e ao contrário do que se foi opinando por aí, não achei-a deprimida. Talvez não tenha demonstrado todas as suas capacidades de líder, como vimos no primeiro livro mas sem dúvida que a garra, força e espírito estão lá. 
Quanto às personagens secundárias, cada uma teve o seu papel de destaque quando foram necessárias e Roth soube muito bem caracterizá-las e dar-lhes vida própria. 
O romance entre Tris e Quatro, embora eu quisesse que desse um salto maior, conseguiu crescer para algo mais maduro. Gostei muito e espero que no terceiro livro o próprio romance em si tenha mais tempo de antena, porque simplesmente adoro ver estes dois juntos! <3
A escrita continua num nível de qualidade difícil de alcançar em outras distopias, a autora é cuidadosa em todos os detalhes, não deixando muitas pontas por resolver. O fim foi bastante bom e deixa tudo em aberto para o derradeiro livro, que me é difícil falar mas que depois de muito pensar e reflectir cheguei a uma conclusão.

Se gostei?  Sim e Não.
Não porque a autora arrancou-me o coração e não quis saber dos fãs. =(
Sim porque todo o livro faz sentido, como a autora explica lá no seu blog e para os leitores mais atentos o que acontece sempre foi nos dado em várias pistas ao longo de toda a trilogia. Mas como eu estava mais interessada em observar o Four pouco liguei ao que foi dito de sacrificarmos-nos pelos os outros. Sim notei que a autora estava sempre a bater na mesma tecla, principalmente no 2º livro mas NUNCA PENSEI que fosse tão corajosa em realmente ir com a ideia para a frente!


Eu já tinha percebido o paralelismo que há na estória, acho que qualquer um percebe a comparação que há em volta da Tris e de outras personagens. Principalmente nesta trilogia apela-se ao máximo ao sacrifício e à união. E é isto que vamos acompanhando desde os primeiros momentos de Divergente. O dar tudo de nós pelos outros foi sempre algo constante na narrativa da trilogia e não poderia ser diferente, onde tudo culmina, no derradeiro livro, Allegiant. Se gostei deste twist? Volto a dizer que não, e por isso mesmo se chama twist pois era algo que ninguém estava à espera (a maioria pelo menos). Tal como milhares de fãs eu ansiava pelo final-mais-que-feliz entre a Tris e o Four, mas a autora soube trocar as voltas e surpreender-me. Primeiro pela negativa, confesso. Fiquei chateada, aborrecida, zangada. E depois pela positiva quando compreendi a mensagem que a autora quis passar (já desde o primeiro livro e como a própria diz este sempre foi o fim o que mostra que sempre teve a estória planeada e pensada desde o início) e revi-me bastante nas escolhas e nas acções da Tris. Ela que sempre duvidava do seu eu, a qual facção pertencia, se uma ou outra, se ambas ou nenhuma, Tris revelou aqui que pertence àqueles que sacrificam tudo pela família, pelos que já passaram e pelos que continuam ainda por cá. "Um sacrifício por amor e não por culpa" citando a autora. 

Por mais que eu adore este casal, a autora fez algo arrojado e de acordo com o género. Sendo uma distopia, seria até estúpido que o romance fosse o ponto alto do livro. Não fazia sentido mas não quer dizer que o livro não pudesse ter mais cenas românticas e consequentemente melhores cenas românticas. De tudo o que nos havia sendo prometido, esperava mais romance e menos discussões parvas entre a Tris e o Four. Acho que como casal recuaram bastante e também não me alegrou não ter havido mais steamy sex scenes. :D Embora o que aconteceu nas últimas páginas me tenha deixado de coração apertado e cheia de pena do Four, foi muito bonito ler os sentimentos dele nesta parte tão sensível.

Outra coisa que me aborreceu (e bastante) foi o ritmo da acção. Não se verificou o ritmo vertiginoso e alucinante que encontramos nos livros anteriores e aqui, as cenas demoraram a desenrolar e quando finalmente acontecia algo, o ritmo era lento e pesaroso. Fiquei bastante desiludida com este aspecto e a juntar ao rol que enuncie acima, tudo levou para que demorasse duas semanas a ler o livro, quando os anteriores foram devorado em dois dias cada um.

Não sei mais o que dizer, Convergente frustrou-me antes, durante e após a sua leitura. As expectativas foram sendo aniquiladas à medida que ia sabendo os spoilers, e desde o início da leitura que ia com um entusiasmo nulo. O livro acabou por me convencer definitivamente após a leitura do post da autora no seu blog e tenho pena que só mesmo assim tenha ficado esclarecida quanto à intenção da autora (e perceba até o seu raciocínio analisando a trilogia em si). Talvez seja esse o problema que todos os fãs têm com este volume: reflectir como um livro só, isolado dos restantes mas pensando na série toda, faz todo o sentido o que foi escrito por estas trezentas páginas.

Adorei a trilogia e recomendo claro! Resta-me (des)esperar pelo filme!

Divergente (Divergente, #1)
 Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.

Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la. 


Insurgente (Divergente, #2)A tua escolha pode transformar-te - ou destruir-te. Mas qualquer escolha implica consequências, e à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama - e por ela própria.
O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior forma possível. À medida que o conflito entre as diferentes fações e as ideologias de cada uma se agita, a guerra parece ser inevitável. Escolher é cada vez mais incontornável... e fatal.
Transformada pelas próprias decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente o que poderá vir a perder.
A muito esperada continuação da saga Divergente volta a impressionar os fãs, com um enredo pleno de reviravoltas, romance e desilusões amorosas, e uma maravilhosa reflexão sobre a natureza humana.

E se seu mundo fosse uma farsa? E se uma única revelação – como uma única escolha – mudasse tudo? E se amor e lealdade fizesse você fazer coisas que nunca esperaria?
A explosiva conclusão do bestseller número #1 do New York Times de Veronica Roth, trilogia Divergente, revela segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitores em Divergente e Insurgente. (tradução por Divergente Brasil)

5 comentários:

  1. Ainda não li o 3º nem li a tua opinião completa mas tenho visto pelo goodreads e tumblr desilusão...ai não estou a gostar nada :/

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    1. Podes ler =) não tem major spoilers.

      E já não sei o que diga mais sobre este livro =( quero esquecê-lo.

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  2. Eu estou a adorar. Está a custar acabar o 2º porque sei que ainda não lançaram o terceiro livro em português. Hoje convenci-me a comprar em inglês. Não aguento a espera. Muito bem escrito, com uma história empolgante e com personagens cativantes.

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  3. Olá!

    Vim aqui ler a vossa opinião sobre esta trilogia porque para mim foi um NUNCA MAIS (sim, mesmo em maiúsculas!)... Estes livros deixaram-me triste por demasiado tempo. Ok, compreendo que o par romântico não pode ser o ponto alto deste género literário, mas era preciso aquele final? Chorei e senti o coração apertado durante tempo demais e depois enfiei os livros bem fundo na minha estante para nem sequer lhes ver a capa, porque só isso me deixa realmente triste. Todo o livro tem muito sofrimento, seja pela história familiar de Tris e Four ou mesmo pelo enredo do próprio livro que desperta sentimentos muito fortes!

    Eu amei e odiei estes livros ao mesmo tempo! Tornaram-se nuns dos meus preferidos, mas, a verdade é que depois deste final, nunca mais pego num livro da Veronica Roth! Odeio livros que me fazem doer o coração :'(

    Já os li há tanto tempo e continuo a ficar super revoltada cada vez que falo neles, não consigo mesmo aceitar o final de sacrifício elevado ao expoente máximo quando já se sacrificou tanto ao longo da história.

    Beijinhos :)

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