3 de agosto de 2013

Opinião Contemporânea: "O Café do Amor" de Deborah Smith



Para além de classificar livros pelo prazer da leitura e pelo que me fizeram pensar, se não é uma estreia com o autor, normalmente tendo a comparar as leituras que fiz sob o nome dessa pessoa.

O Café do AmorHá uns anos atrás apaixonei-me pela "A doçura de chuva" tanto que até hoje, centenas de livros depois, não o troco e não o vendo, numa altura em que a falta de espaço começa a ser preocupante. É simplesmente um dos meus livros de eleição. Entretanto adquiri o segundo da autora, "Segredos do Passsado" aliás comprei-o à Ne quanto tivemos juntas pelas primeira vez (*_*) mas ainda não tive tempo de o ler.

Com a saída de "O café do amor" não só a vontade de voltar à autora era muito como a curiosidade ver a escrita sublime e a carga de emoções que me fez sentir em a doçura da chuva se igualaria aqui.
Não digo que não tenha gostado muito do livro, porque gostei mas não adorei como o "Doçura". Smith cria novamente uma teia de filosofias da vida deveras comoventes e emotivas,  que tocam no mais profundo âmago do ser humano. Como refere a sinopse ( que aliás conta a história toda do livro!) Cathy é uma mulher balizada por um acidente de viação que lhe roubou metade da beleza exterior. Thomas atormentado pelas partidas da vida que lhe tiram dois bens preciosos, refugia-se numa pequena vila da Carolina do Norte com uma população mínima. 

À procura de um novo recomeço Cathy deixa Hollywood e a sua vida de ilusões ruma a uma nova vida, a uma vida mais feliz onde possa encontrar e reflectir sobre todos os seus erros e defeitos, buscando algo que lhe diga que ainda vale a pena viver, apesar da sua condição frágil. 

Alternando entre momentos mais alegres, a puxar para a comédia e para o riso do leitor e conjunturas mais tristes, pesadas, pensativas, "O Café do Amor" relembra-nos aqueles lemas da vida, que todos nós sabemos mas que infelizmente hoje em dia, com a obsessão pela imagem e por uma sociedade perfeita, nos vamos esquecendo: a beleza. Focando-se no quão importante é a beleza interior face à exterior, Deborah Smith reforça a mensagem que o ser humano não vive só do seu exterior e que os afectos e emoções íntimas são aquilo que nos define e aquilo que nos personaliza. 

Do vasto leque de personagens, Cathy e Thomas destacam-se positivamente, assim como todos os habitantes da  vila perdida entre as montanhas da Carolina do Norte. Achei desnecessário a relevância que a autora deu a Gerald, no fim do livro, era impossível à Cathy voltar para ele, portanto era escusado esta aparição. Destaque ainda para Delta, a maravilhosa delta e os seus biscoitos, que abriram-me o apetite e as duas pequenas crianças que trouxeram uma inocência mas também uma maturidade ao livro. Assim como também a cunhada de Tom, apenas serviu para ainda valorizar mais a personagem na trama, não tendo protagonismo para mais nada.

Apenas acho é que a autora deu a entender demais que a Cathy sofreu tanto porque tinha muito dinheiro e tudo o que queria. Não concordo totalmente, uma pessoa pobre que passasse tudo o que ela passou, sofreria de igual forma. Foi apenas um ponto negativo. Não podia deixar de mencionar o bode...e a sua obsessão pelos telemóveis.

Desta vez as lágrimas não me cairam mas os sorrisos, esses continuaram lá. Recomendo.



The Crossroads CafeTítulo Original: The crossroads cafe
Edição: Maio 2013
ISBN:  9789720045959

2 comentários:

  1. Já li e adorei os três livros desta autora. Concordo que a Doçura da Chuva é o melhor, talvez por ter sido o primeiro quer li, ou simplesmente porque a história é divinal.
    Agora resta fazer figas para que a Porto Editora continue a traduzir as restantes obras da Deborah Smith.

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  2. "numa altura em que a falta de espaço de espaço começa a ser preocupante" - tira ali um "de espaço" eheh

    Pois foi *.* Foi um dia memorável, mas acho que a segunda vez que tivemos juntas foi muitooo melhor.

    E pronto, lá está o bode. Quero conhecê-lo!

    Deborah Smith à semelhança de Jojo Moyes é uma autora cujos livros vou querer ler e no final vou adquiri-los ou re-adquiri-los para os ter nas minhas estantes.

    Em relação Ao Doçura da Chuva acho que muitoooo dificilmente ela conseguirá escrever algo melhor, mas entretanto cá estamos à espera e para ler os outros.

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