31 de julho de 2013

Opinião Histórica: "A Rosa do Deserto" de Linda Holeman


As expectativas eram grandes, mas foram diminuindo à medida que ia adiando e adiando. Finalmente peguei nele e esperei algo ao género da Queimada Viva. E foi mais ou menos isso que encontrei, mas um pouco mais soft, mais longo e por isso muitas vezes menos intenso.

A Rosa do DesertoAdorei a personagem de David Ingram. Tardou a aparecer e algumas vezes exasperei-me com ele, mas gostei do facto de ele ser sensível e ter um coração enorme. Se não fosse assim, a história de Daryâ seria muito diferente. Foi aqui que esta personagem feminina perdeu todo o estatuto como heroína, visto que apesar de no inicio ela de facto ser uma sobrevivente, deixa de o ser quando encontra David. Ele é que a vai ajudar, pagar tudo, protegê-la e levá-la com ele. Depois ela estraga tudo ao meter-se com o Osric - personagem esta que me meteu muito nojo.
A parte que mais gostei, sem contar com a primeira parte da viajem de David e Daryâ, foi da infância tajique desta ultima. Aqui foi onde se deu o maior déjà vú em relação ao Queimada Viva.
Apesar de toda a acção e aventuras que a personagem principal vive, achei todo um livro um pouco maçudo, talvez por o ter livro aos poucos de cada vez e de haver muitos nomes difíceis de pronunciar e por isso de acostumar.
Gostei bastante da capa e também dos cenários. Mas o ponto forte da Linda Holeman é mesmo a expressão da dor e de sentimentos mais emotivos, como a saudade ou a perda. É um livro que nos emociona bastante.

Linda Holeman não é um nome desconhecido dos leitores portugueses. No passado, a Bertrand editou já O Pássaro de Caxemira. E tal como este, A Rosa do Deserto é também um romance impossível de esquecer. 
A Rosa do Deserto retrata a história de duas pessoas tão extraordinárias quanto os cenários em que decorre a acção: Índia e Inglaterra. No livro, a autora explora o destino de uma jovem muçulmana nascida para ser obediente e até subserviente mas com sonhos de aventura e liberdade. Chama-se Daryâ, é uma mulher amaldiçoada - porque é infértil - e quando a conhecemos é ainda esposa de um membro de uma tribo afegã. 
Porém, mais terrível do que a sua esterilidade é a punição que vai enfrentar quando o marido descobre a sua condição. Perante a hipótese de morrer ou fugir, Daryâ consegue escapar para longe. David Ingram é um enigmático inglês, em viagem pelo Afeganistão, e embora seja um estranho para Daryâ é também o único homem que a pode ajudar. Como? Levando-a para Inglaterra e proporcionando-lhe tudo o que ela merece. Mas será que o ex-marido de Daryâ permitirá tal ousadia? 
A Rosa do Deserto é uma história de amor, perda e redenção que inebriará os sentidos do leitor da primeira à última página.

The Moonlit Cage 



Título Original - The Moonlit Cage
Edição - 2009
ISBN -  9789722518550




2 comentários:

  1. Boa noite!
    Gostei de ler a sua crítica.
    Tenho cá em casa o "Queimada viva" mas ainda não o li.
    O que acha dele?
    Beijocas

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    Respostas
    1. Também gostei mas penso que foi mais intenso que este.

      =)

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