20 de julho de 2013

Compilações: Saga Os MacGregor - Parte I


O problema desta saga não foi dela nem de Nora Roberts. Foi minha por ter iniciado a saga correspondente de Julia Quinn. Podem dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas eu digo-vos que há medida que lia era só nos Bridgerton que eu pensava... e ansiava.
Digo isto, infelizmente para a escritora que detém o record de livros nas minhas prateleiras, porque os Bridgertons apesar de mais idosos, são de longe mais numerosos e mesmo assim cativantes que os MacGregor.
Mas deixemos de divergências e vamos-nos focar na saga em questão.
O primeiro de todos é A Melhor Aposta. Como muitas vezes acontece, o primeiro é o que deixa marca, e por isso Justin e Serena (a irmã mais nova) foram o par mais desafiante e que mais gostei. Felizmente eles vão surgir muitas mais vezes - Nora tem este ponto a favor, quando avança de uma saga vai mantendo os restantes casais em actualização. Neste livro relembrei com alguma nostalgia, também, o outro livro da autora Jogo de Mãos. Também este tinha como temática o jogo, mas enquanto nesse eram pobres, estes são podres de ricos.
O que menos gostei: a capa. Não identifico minimamente o modelo com Justin, o que estraga sempre a imagem ou o modo como imaginamos os personagens principais. O que vale é que já estou imune, e na página 5 já me esqueci do aspecto da capa.
O livro seguinte, Desafiar o Destino, conta a história do irmão do meio.
Aqui é quando a saga começa a desmoronar. No primeiro a semelhança de interesses já surgia, mas aqui emparelhar advogado com advogado... Torci logo o nariz. Na minha opinião, terem a mesma profissão torna tudo tão homogéneo e apesar da profissão não ter grande significado na atracção, defendo que a atracção de apostos funciona muito melhor para aquela faísca e atracção entre os dois pombinhos.
Também não ajudou não ter ido com a cara de Diana. No inicio ela mostrou-se tão dependente e lesada pela tia e mesmo quando ela soube a verdade em relação ao irmão não senti aquela mudança ou reacção de choque. Também não fiquei muito convencida com a aproximação inicial de Diana com Caine. Demasiado forçada? Ele não a largava... literalmente.
Em Todas as Possibilidades, para meu alívio, a escritora escolheu dois personagens mais dispares, passados semelhantes, mas crenças muito diferentes e por isso foi desafiante ver como Nora juntou estes dois. Aqui, aquela parte em que um deles se faz mais difícil, pareceu-me mais verosímil e por isso o romance foi muito mais satisfatório e com menos revirar de olhos. Gostei de Shelby, apesar de não partilhar aquele gosto por peças de barro e arte relacionada, e de Alan, o qual imaginei todo composto, sem um cabelinho fora do sitio, mas cheio de charme e isento de preconceitos.
A seguir entra Grant. O sisudo do irmão de Shelby, completamente oposto a ela, vem protagonizar o Uma Luz na Sua Vida. Devo dizer que adorei o título - está complemente de acordo com um dos pormenores da obra. Achei foi infeliz a escolha da modelo da capa, mais uma vez. Não vos faz lembrar Serena? Loira e olhos violeta? Completamente! Mais uma vez toca de me meter zen e ignorar a imagem.
Este quarto livro melhorou bastante o seguimento da saga, principalmente pelo inicio e o modo como eles se conheceram. Mais uma vez toca de relembrar com lagriminhas no canto do olho o primeiro livro de outra saga da autora, Trilogia Irlandesa, onde aconteceu algo semelhante.
Grant pareceu-me um pouco rude e agressivo, mas adorei o que aconteceu entre eles à chuva - muito romântico e... escandaloso!
No livro Agora e Sempre o único problema foi ter encontrado discrepâncias na informação anatómica. Pode passar despercebido a muita gente e até nem significar nada, mas eu ligo muito a pormenores e neste caso o rigor é importante, principalmente porque a personagem feminina é médica e a autora desenvolve muito o seu mundo, mais até que o de Daniel.
De qualquer forma, foi muito giro conhecer a história deste casal cabecilha da família MacGregor.
Por último, terminei esta primeira fase com o À Procura de Noivas. Não foi o que mais gostei, mas ficou em segundo lugar, talvez porque sendo o número seis de dez, o facto de estar dividido em três, mas ao mesmo tempo interligado, resumiu as história das três primas e assim Nora Roberts cingiu-se ao que mais gostamos, concentrando os romances ao máximo. Talvez os finais sejam um pouco acelerados, mas os princípios estão bem desenvolvidos.
Desta vez achei também que acertaram na modelo da capa! A modelo parece-me encaixar perfeitamente no papel de filha de Diana e Grant, Laura, e penso que combinou muito bem com o Royce - lá está, o seu oposto.
Falando mais no geral, Nora Roberts mantém-se fiel a si própria, tanto nos alicerces das histórias como na qualidade das descrições. Por estas notamos que este conjunto de livros foi escrito noutra época, uma época sem telefones e no inicio das televisões, o que torna tudo mais interessante, principalmente se tivermos isso em conta quando estamos a lê-los.

Podem re-encontrar as Sinopses nos Doces do Momento (só clicar nos títulos).


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