25 de junho de 2013

Opinião Histórica: "O Protector" de Madeline Hunter


Madeline Hunter enquadra-se naquele género de escritoras que nos habitua a um tipo de escrita sem erros, sem nada a apontar e que só nos surpreende com as histórias que vai criando. Neste aspecto está no mesmo patamar da minha tão querida Nora Roberts.
O problema é mesmo essas histórias.
Pessoalmente sou bastante apologistas dos romances com finais felizes, em que o casal se conhece e apaixona e que os segredos entre eles ou os seus passados é que vão apimentar a situação. Isto tudo acontece nos dois primeiros livros de Madeline. Os seguintes perdem um pouco essa característica em que me sinto tão confortável e por isso é que tenha desgostado mais destes. Principalmente deste último.
Atenção que não digo que não gostei. Sublinho que adorei, só que a história não me cativou assim tanto.
Começando com a sinopse que se tornou um pouco "falsa", pois tem informação não muito correcta, e terminando nas personagens principais, este livro de capa tão linda, que também saiu um pouco do padrão da anterior (refiro-me só ao Casamento de Conveniência, pois este vem em seguimento desse), foi o que menos gostei.
Se o objectivo era Morvan ser um homem bastante machista e arrogante em demasia, Madeline Hunter conseguiu transmiti-lo perfeitamente. No inicio em que estas características não estava tão evidentes, e apenas era "visivel" o seu amor e dedicação pela irmã, eu até tinha uma certa empatia por ele e ansiava pela continuação, mas desde o casamento esta personagem sofreu uma reviravolta e acabou por representar o tipo de homem que mais detesto: mandão, hiper-protector, etc.
A sua companheira, Anna de Leon, acabou por ser perfeita para ele, visto que a sua personalidade se manteve tão inconstante como a de Morvan. Passou de amazona e mulher independente, para esposa submissa... o que não corresponde ao eu ideal de personagem feminina. Estes aspectos contraditórios são resolvidos no final, mas continuo a defender que a escritora não apresentou a ideia da melhor maneira. Confesso que durante essa fase submissa, Anna teve algumas atitudes revoltosas e mais em comum com o inicio, mas para mim a base esteve sempre lá.
O que mais gostei foi do envolvimento dos cavaleiros amigos de Morvan e de Anna. Estes vão surgindo e sendo-nos apresentados ao longo da história, enriquecendo o leque de personagens e desviando um pouco o cerne da história. Os cavalos também foram um elemento enriquecedor, tanto para a história, como para o cenário ou até para o desenvolvimento e conhecimento das personagens.
De qualquer forma, o resultado foi bastante positivo e estou ansiosa pelo novo desta escritora.

Numa terra sem lei, devastada pela guerra e pelas pragas, Morvan Fitzwaryn, um cavaleiro errante, faz jus à sua honra e protege os mais fracos.
Habituado a ser o melhor, o mais forte, o mais temido, não esperava vir a conhecer um guerreiro cujas qualidades de combate rivalizassem com as suas. Quando se encontram pela primeira vez, é Morvan quem precisa desesperadamente de ajuda. De espada na mão e porte altivo, o guerreiro a quem ficará a dever a vida é, surpresa das surpresas, uma mulher!
Em pouco tempo, a imbatível Anna de Leon torna-se no único prémio digno de ser conquistado... e o único que Morvan não consegue arrebatar.

The Protector (Medieval #5)


Título Original -  The Protector
Edição - 2011
ISBN - 9789892313153

Sem comentários:

Enviar um comentário

Dar feedback a um post sabe melhor que morangos com natas e topping de chocolate!