14 de junho de 2013

Opinião Histórica: "Jane Eyre" de Charlotte Brontë


Mais uma vez a expectativa em relação a este clássico era grande e mais uma vez...
 
Ou sou eu que só me dava bem com clássicos nas aulas de Língua Portuguesa porque a professora esmiuçava tudo e ajudava-nos a entender as entre-linhas, ou então sou eu que não acho estas obras assim tão especiais.
 
Tinham-me avisado que Charlotte não era tão boa como a irmã - o que me assustou um bocado visto não ter simpatizado particularmente com O Monte dos Vendavais - mas cheguei à conclusão que estão mais ou menos no mesmo patamar. Aqui o que acontece é que o espaço temporal é muito mais amplo e assim é-nos dada uma maior quantidade sobre a personagem principal.
 
Os diálogos entre Mr. Rochester e Jane Eyre são por vezes tão confusos e entediantes que quase os saltei para lhes dar "privacidade". Este aspecto foi melhorando à medida que fui avançando na história, mas o mesmo não aconteceu com as descrições - longas e exaustivas. Em relação a estas últimas gostei bastante da caracterização das personagens, tanto físicas como do vestiário e costumes, mas este facto era mais que obrigatório visto a obra se situar na época em que Charlotte viveu.
 
Não vai ser relido de certeza, mas estou com esperança que o outro exemplar desta escritora - O Professor - melhore a minha opinião ou me faça perceber a escrita desta autora.
 
A escrita é simples, mas bastante repetitiva.
 
Penso que as suas melhores características são o mistério em torno da personagem Grace Pole e a acção/movimentação em torno de Jane Eyre.
 
O final foi por um lado óbvio, mas por outro nunca esperei que Jane encontrasse Mr. Rochester naquele estado.

Tido como autobiográfico, Jane Eyre é um romance da escritora inglesa Charlotte Brontë, um marco da emancipação feminina, publicado no século XIX, mais precisamente em 1847. Jane Eyre é uma autobiografia ficcionada da protagonista que, depois de uma infância e adolescência desprovidas de afecto, se torna preceptora em Thornfield Hall e se apaixona pelo seu proprietário, Mr. Rochester. Uma história sobre a liberdade humana, repleta de elementos dramáticos que compõem uma atmosfera de mistério e suspense.

Jane Eyre 


Título Original - Jane Eyre
Edição - Março 2011
ISBN -  9789898362551

 




 

4 comentários:

  1. Acho que não há problema nenhum em não se gostar por aí além dum clássico. Usando a expressão popular, "se gostássemos todos do amarelo, que seria do azul?" :)

    O Jane Eyre, para mim, teve uma sensação de estranheza quando o li, mas depois fui pesquisar um bocadinho sobre ele, e fui pensando na história e no que ela me dizia, e acabou por fazer sentido para mim. Por outro lado, houve outros clássicos que não me disseram nada, não me emocionaram... por isso não estás sozinha nesse aspecto. ;)

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  2. eu sou bastante suspeita para falar já que este é um dos meus grandes favoritos. Mas eu percebo que outros possam não gostar. O que eu sugeria era que visses a adaptação feita em 2006 pela BBC ou o filme de 2011, pode ser que como são adaptações e naturalmente condensam a história possas eu não digo a acabares a adorar mas talvez a perceberes o porque de tanta gente gostar. A adaptação de 2006, por exemplo, usa linguagem mais moderna e alguns diálogos são alterados, embora nunca percam o sentido do original, na minha opinião, é a adaptação que melhor captou a obra.

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    1. Obrigada Madrigal. Vou ver dessas adaptações e talvez reler o Jane Eyre, pode ser que o leia com outros olhos

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