19 de maio de 2013

Opinião Histórica: "Eterna Paixão" de Gwyn Cready


Divertido, sexy… uma aventura que não vai querer perder. Não teria dito melhor.
Este é um romance que recomendo vivamente, tanto pelo romance em si, como o humor vivo e inteligente presente, como a cultura aqui inserida eficazmente. Principalmente esta última, que é tão subtil mas ao mesmo tempo tão importante tanto para o desenrolar e a riqueza da história, que acabamos por nos aperceber que a temática da pintura é o que de melhor há nesta obra.
A sinopse fez que com o inicio me surgisse um pouco confuso, mas depois rapidamente nos localizamos e nos apercebemos de todo o enredo e toda a teia de acontecimentos.
A personagem principal é bastante engraçada, e todas as aventuras por que ela passa, tal como as tristezas, tornam-na não numa personagem perfeita, mas que consegue a simpatia do leitor. Gostei bastante de Peter Lely, que com o seu charme e talento conquista tanto as senhoras do livro como as leitoras deste.
Anastacia, a irmã de Campbell, mas também a sua maior rival, é um trunfo na manga de Gwyn Cready que nos faz odiá-la, mas que no final acabamos por dar o braço a torcer e confessarmos que afinal esta tornou tudo ainda mais difícil e emocionante.
Os cenários... bem os cenários imaginei-os bastante fieis à época e assim consegui saciar um pouco as minhas saudades dos romances históricos. Este livro não se enquadra, mas pelo menos podemos viajar um pouco para o século XVII e sermos apresentados tanto ao rei Charles II como à sua rainha e amante.
A escrita é tão leve, interessante e alegre como as próprias personagens, o que gere um equilíbrio e uma mistura óptima para relaxarmos e nos deixarmos envolver por personalidades e lugares tão fascinantes e, de certa forma, actuais.
Gostei bastantes por todas estas razões desta estreia nas obras da escritora Gwyn Cready, as quais vou querer acompanhar.

A historiadora de arte Campbell Stratford está prestes a afirmar-se no mundo da Arte tornando-se na nova directora executiva do famoso Carnegie Museum of Art, em Pittsburg. Para que tal aconteça está dependente do contrato de um livro.
Tendo em conta que o seu grande amor no mundo da arte são os artistas do século XVII, Cam resolve escrever uma fictografia - biografia ficcionada - escandalosamente sexy e reveladora, sobre um dos importantes artistas desse período, Anthony Van Dyck.
Decide fazer algumas pesquisas na Internet para tomar conhecimento de factos reais que pretende entrosar com a ficção e é fortuitamente "enviada", como se de uma máquina do tempo se tratasse, para o ateliê de um outro artista menor, Sir Peter Lely, um pintor da corte, por quem decide ser retratada e com quem se envolve numa noite de arrebatadora paixão, quando o seu intuito é descobrir como é possível a mudança temporal.
O Grémio Executivo que tem como função supervisionar as almas de artistas já falecidos, quando toma conhecimento da intenção de um livro escandaloso que está a ser escrito por alguém no século XXI, faz planos para impedir a sua publicação, e o seu intermediário é o playboy Lely.
Campbell regressa a casa e descobre a traição, mas antes que se possa virar contra o seu amante, Sir Peter aparece de surpresa no futuro e transforma a sua vida no século XXI num verdadeiro caos.

Título Original - Flirting with Forever
Edição - Abril 2011
ISBN - 9789722045070

2 comentários:

  1. Quero ler este livro! Adorei a sinopse, a tua opinião. Parece ter bastantes reviravoltas... :)
    Beijinho

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