12 de maio de 2013

Opinião Contemporânea: "Olhos Brilhantes" de Catherine Andreson


No geral, achei a história de Zeke e Natalie muito ao estilo de Nora Roberts.
Trata-se de uma história em que o destino junta duas almas gémeas, que ao longo do livro vão encontrando muitos obstáculos e perigos. Ao contrário de Nora, Catherine Anderson não os separa, havendo só algum impacto quando o casal se conhece, e , por isso, permanecem sempre juntos e apoiando-se enquanto atravessam as dificuldades.
A família é um ponto bastante desenvolvido e sempre presente. Natalie está sempre acompanhada por algum elemento, incluindo o ganso, tanto da sua como da família Zeke.
O amor está sempre presente, talvez um pouco demasiado, mas o suspense e o mistério também. Não fiquei muito convencida com o vilão, visto que não é uma personagem revelação. Além disso, tem uma história pessoal que apela à nossa compaixão. Parece um pouco arranjado à pressa e tanto surge como desaparece demasiado rapidamente, como se apenas servisse para fechar a história, o que não está de acordo com tudo o que se passou anteriormente, já que a maior parte do livro andou em volta do que este homem fez. Penso que a mãe de Robert, o ex-marido de Natalie, daria uma excelente assassina, tanto pela sua frieza, como o seu egoísmo e pelo seu apego ao dinheiro.
A primeira parte é bastante cómica com os episódios familiares, principalmente os que envolvem o ganso e o avô Charlie.
Neste caso, achei Zeke demasiado macho e autoritário, tanto que a escritora reforça este ponto em determinada altura. Ao mesmo tempo que ele é protector, também é muito lamechas, o que faz com que não haja um meio termo. Em relação aos seus irmãos posso afirmar que me rendi a eles e lhes achei imensa piada; o mesmo para Rosie, com a sua inteligência e ingenuidade.
Apesar de todo o "amor" presente em Olhos Brilhantes, e de Catherine o desenvolver bastante, muitas vezes repetindo discursos e ideias, notei um pouco de falta de interesse na personagem feminina para com a sua suposta alma gémea. O oposto foi bastante explicito. Penso que a autora falhou um pouco no POV da personagem principal.
Em relação à capa e à sinopse achei-as cativantes, mas após ler o livro posso afirmar que estão muito àquem da história que se desenrola por dentro. A espessura do livro engana um pouco, já que a altura é menor que o normal, e o papel é mais espesso que o resto.
Concluindo, a obra lê-se bastante bem principalmente graças à mistura de romance com thriller. A fluidez da escrita de Anderson e o seu leque de personagens são bastante atractivas para devorarmos o livro e continuarmos a acompanhar a bibliografia da escritora.

Zeke Coulter é um solteirão convicto e não revela quaisquer intenções em casar. Até que compra o rancho vizinho ao de Natallie Petterson, uma mulher muito atraente e divorciada, mãe de duas crianças, uma família completamente doida e um ex-marido envolvido em negócios obscuros. Quando o filho pré-adolescente de Natalie vandaliza a propriedade do vizinho, e esta se vê incapaz de pagar os estragos, Zeke oferece-lhe a possibilidade de que a divida seja paga com o trabalho do rapaz no rancho. Zeke tenta incutir alguma responsabilidade no rapaz e enquanto o faz começa a dar-se conta da grande reviravolta que se está a processar na sua vida. Natalie tem uma voz maravilhosa mas não acredita no seu talento nem na possibilidade de singrar no mundo da música. Mas, depois de a ouvir, Zeke está não só determinado a provar-lhe que tem talento mas também em demonstrar-lhe que há homens dignos de confiança. E, naturalmente acaba por a seduzir. Mas a atracção crescente entre ambos é ameaçada por algo que pode condenar a sua felicidade. 

Bright Eyes (Kendrick/Coulter/Harrigan, #5) 


Título Original - Bright Eyes
Edição - 2010
ISBN - 9789892800271





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