6 de abril de 2013

Opinião Young-Adult: "A Força do Amor" de Jéssica AS Inácio


Infelizmente, este livro só veio confirmar o meu receio, de que são raros os livros escritos por portugueses que sejam escritos de maneira que me agradem. Não se trata de alguma espécie de racismo, mas os defeitos são sempre os mesmos.
Desde descrições demasiado pormenorizadas e demasiados "visto que" para explicar pormenores desinteressantes, a falta de Pontuação, de letras e inúmeros erros. Repetições de palavras no mesmo paragrafo. Tudo isto é fruto de uma tentativa exagerada de tentar escrever de maneira correcta, saindo uma obra com uma revisão deficiente e personagens muito artificiais.

Este último facto é devido principalmente ao defeito da maior parte dos livros portugueses - colocar crianças ou adolescentes a falarem de maneira eloquente, com expressões que nunca na vida se lembrariam, nem sequer conheceriam.
 
Palavras como "dispostas" e "superficies" dispostas na mesma frase são exemplos disso.
 
A repetição de explicações - como por exemplo o porquê da depressão da Liliana - contribuem para diminuirem a vontade de continuarmos a ler o livro. O mesmo acontece com expressões como "Ho". Não sei se está errada, mas irritou-me imenso estar sempre a lê-la.
 
Outro ponto negativo são as contradições, como dizer que o Jorge é timido. Se o fosse não se atirava a ela daquela maneira!! Digo eu...

Resumindo, a ideia não é má, porque até tem elemente de peso emocional, mas os erros, o exagero linguistico, estragam tudo completamente.

Sinopse no Doce do Momento.

Edição - Setembro 2010
ISBN - 9789898389831

2 comentários:

  1. Concordo. Realmente o livro tem várias falhas a nível de ortografia. No entanto, vou aqui deixar explícito que a revisão textual deveria ter sido feita pela parte da editora e não foi.
    Claro que certos erros nem deveriam ter sido escritos, mas outros aparecem porque ao se passar uma ideia que estamos a ter no momento, acabamos por escrevrt tão depressa que nem damos conta que estamos a escrever
    mal.
    E, depois, ler o nosso próprio texto acaba sempre por não ser a melhor forma de escrutínio porque o nosso cérebro, como já sabe o texto "de cor" não o lê com a atenção que terceiros teriam.
    Depois, quanto ao conteúdo, tem toda a razão. É, de fato, mais do mesmo. Mas é uma história saída da mente de uma jovem de 15 anos. E escrever assim aos 15 anos é, apesar de tudo, um motivo de orgulho.
    Seja como for, sei que muita coisa tem de ser melhorada neste meu próximo livro que espero lançar em breve. Espero que o leia e que possa comparar e compreender a evolução da escrita.
    Obrigada por ter lido e por se ter dado ao trabalho de o comentar.
    Cumprimentos,
    Jessica AS Inácio

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    Respostas
    1. Concordo plenamente, e como escritora amadora que releu e reescreveu centenas de vezes o mesmo texto percebo a parte em que o cerebro ao ler já nem chama a atenção.
      Fico à espera do próximo.
      Cumprimentos,

      Ne

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