23 de abril de 2013

Opinião Histórica: "Catarina de Bragança" de Isabel Stilwell


De fora para dentro devo dizer que melhora bastante. Apesar de a capa ser o retrato mais conhecido de Catarina de Bragança, achei-a bastante feia e que não me alimentou em nada a curiosidade. A sinopse contribuiu mais um pouco, mas o principal foi mesmo a fase de romances históricos que estou a passar.
Achei as imagens que dividem o livro em três um pormenor bastante original e de bom gosto. Tornou as personagens muito mais reais e faceis de imaginar, tal como as suas vestes, os seus penteados, os seus palácios. Claro que o facto da personagem Catarina achar o principe Charles II bonito e atraente dificultaram-me a tarefa, visto que ou aquele retrato não o favorece, ou naquela época os padroes eram bastante diferentes dos nossos!
Vila Viçosa foi o ponto alto de todo o livro. É bastante excitante ler e imaginar toda a história na vila da minha familia e que eu considero a vila mais bonita de portugal e arredores (nao as conheco todas, mas digo que a Vila no verao é linda!). Com paisagens cativantes e várias histórias de amor, ficticias, mas que parecem tão reais, Isabel Stilwell conquistou o meu voto e vou ler a restante bilbiografia dela.
Relativamente às personagens, não tenho uma que desgoste. Tanto as más como as boas, são todas interessantes e com personalidades muito bem desenvolvidas, mas de qualquer forma temos sempre preferidas. As minhas são: Catarina de Bragança, pela sua bondade e ingenuidade; as irmãs Meg e Nan, pela sua lealdade e pelos seus amores e desgostos; os embaixadores portugueses; e o principe Teodósio. Acho que foram as figuras que mais me marcaram ao longo do livro.
Tenho pena que a primeira parte esteja tão desenvolvida, visto que a vida na corte é muito mais emocionante e foi aí que a leitura correu com mais velocidade e onde me senti mais triste e mais feliz. De facto, este é um aspecto que a autora consegue demonstrar muito bem: ela cria situações que nos fazem entrar completamente nas personagens, sentido o que elas sentem.
Concluindo, Catarina de Bragança contribuiu bastante para aumentar a minha consideração pela literatura portuguesa, apesar do apelido da escritora. Além disso, ajudou a aumentar a minha curiosidade e cultura em relação ao passado do nosso Portugal! 

Com 23 anos a infanta Catarina de Bragança, filha de D. Luísa de Gusmão e de D. João IV, deixou para trás tudo o que lhe era querido e próximo para navegar rumo a uma vida nova. No coração um misto de tristeza e alegria. Saudade da sua Lisboa, de Vila Viçosa, do cheiro a laranjas, dos seus irmãos que já haviam partido deste mundo e dos que ficavam em Portugal a lutar pelo poder. Mas os seus olhos escuros deixavam perceber o entusiasmo pelo casamento com o homem dos seus sonhos, Charles de Inglaterra, um príncipe encantado que Catarina amava perdidamente ainda antes de conhecê-lo. Por ele sofreu num país do qual desconhecia a língua, os costumes e onde a sua religião era condenada. Assistiu às infidelidades do marido, ao nascimento dos seus filhos bastardos enquanto o seu ventre permanecia liso e seco, incapaz de gerar o tão desejado herdeiro. Catarina não foi capaz de cumprir o único objectivo que como mulher e rainha lhe era exigido. «Se ao menos não o amasse tanto!», pensava nas noites mais longas e tristes... Ao longo destas páginas apaixonamo-nos, sofremos, rimos e choramos.

Edição - 2008
ISBN - 9789896261320


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