4 de março de 2013

Opinião Suspense: "Inocência Perdida" de Nora Roberts


O prólogo de Inocência Perdida é o exemplo perfeito dos dons de Nora Roberts.

Há muito poucos autores que conseguem pegar em três páginas e meia e construir uma introdução com Passado, Presente, possível Futuro, sedução, frustração, sensualidade e horror. Ainda não tinha lido mais nada e Nora Roberts já me dava a provar o que me iria dar em grandes quantidades dali para a frente.

E ainda me perguntam porque é a minha escritora preferida...

Na minha opinião estes romances cheios de suspenses desta escritora são mais thrillers que românticos. Claro que não é nenhuma obra tipo Harlan Coben, mas Nora consegue arranjar um equilibrio entre os dois géneros e agradar tanto a gregos como a troianos. Talvez mais aos amantes de mistério e morte do que aos outros, mas mesmo assim...

Achei algumas descrições excessivas, como das igrejas, ou deficientes, como no caso do nosso querido Tucker. Poucas foram as referências mais pormenorizadas destes personagem, o que acabou por fazer com que eu não tivesse uma imagem muito definida dele. Em contrapartida, a sua personalidade é-nos apresentada de forma exaustiva, sempre com dicas em relação à sua atitude externa e à interna, se é que me percebem.

Adorei o humor negro presente principalmente na cena entre o agente Burns, a defunta Edda e o peculiar Teddy. Um momento de descontração perfeito, com muitas gargalhadas da minha parte... e da de Teddy.

Neste livro a escritora coloca em evidência as tradições do Sul, o seu Passado e o racismo, sempre tão presente e crucificável, o que acaba por contribuir para uma base mais cultural e tornar o livro pouco superficial.

O mau da fita não foi uma surpresa para mim. Não, não descobri sozinha. Ameacei a Fernanda Rocha com uma arma e ela teve que fazer spoiler, o que lhe causou dores horriveis, visto ela ser alérgica a esta palavra começada por S. Foi, portanto, muito entusiasmante acompanhar as cenas tanto com como sem o mau da fita, sabendo que era ele(a).

Concluo assim, que Nora se esmerou em tudo, o que acabou por ser bom e mau. Mau pelas descrições a mais e cenas exaustivas, ou seja palha, e bom porque incluiu muitos aspectos e temáticas importantes para a obra se apresentar completa de uma ponta a outra. Se querem um thriller dificil de resolver até ao fim, têm-no. Se querem um romance cheio de avanços e recuos, tal drama e emoções, também têm. Se querem sentimentos de lealdade familiar ou espirito de entre-ajuda, o mesmo.

Citação Preferida:

"- Podia dizer que estava a fazê-lo por ti, para te deixares ir e deixares de pensar nas possibilidades. Mas a verdade é que... - Baixou a cabeça. Algo se agitou dentro dela quando sentiu o hálito quente da boca dele tão próximo da sua. - Pensar no assunto tem-me deixado acordado a noite toda. - Puxou-lhe suavemente o queixo. - E preciso de descansar." Página 149

Sinopse no Doce do Momento a Duas.

Carnal Innocence



Título Original - Carnal Innocence
Edição - Maio 2011
ISBN - 9789897100048




1 comentário:

  1. O que eu sofro... E sim... é verdade... sou alérgica à palavra S... Padeci de dores profundas... :P

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