24 de março de 2013

Opinião Histórica: "A Favorita do Rei" de Sandra Worth


A história de Isabel, filha mais velha de Eduardo IV, já me tinha sido apresentada, ou pelo menos iniciada, em A Rainha Branca. Este facto tornou-se tanto positivo como negativo.
Positivo no sentido em que o conhecimento e ligação com os cenários e personagens não foram tão estranhos e sim "velhos conhecidos". Negativo pois muitos pontos diferem, consoante o gosto ou pesquisa das escritoras, e como li primeiro o livro de Gregory o seu ponto de vista, ou a sua versão, predominou. De qualquer forma, esta "estranhesa" não se entranhou e foi sim desvanecendo-se já que apenas conhecia a infância e adolescência de Isabel. Como ainda estou a meio do A Rainha Vermelha e ainda não avancei na história para conhecer mais da influência e dos pensamentos de Margarida Beauford, esta foi-me apresentada mais intimamente pois esta personagem controla bem os passos da protagonista.
Ao contrário de Margarida, Bel (ou Isabel, mulher de Eduardo IV, mãe de Isabel) foi descrita de forma bastante dispar e surpreendente. Aqui ela é vista como bruxa e uma mulher gananciosa e egoísta, sem um pingo de romance ou amor pelo marido e até pela filha. Confesso que esta parte me incomodou um pouco, visto que a lembrava dos livros de Philippa Gregory como uma mulher com uma forte ligação com a natureza e a magia.
Em relação à escrita de Sandra Worth... para ser sincero acho que podia ser melhor. Achei que a história se desenrolou de uma forma muito cronológica, ou seja, a autora parece preocupar-se mais em dizer os anos e as estações do ano do que em relatar com mais pormenor e envolvimento as cenas. Exemplo (não é uma citação): "1479 passou e nasceu o segundo filho" ou "era Outubro e estava triste, rezei e olhei para as fogueiras". Ou seja, não há grande profundidade ou descrição dos acontecimentos e sim um relato quase por pontos.
De qualquer forma, tem algo de fluido e algumas cenas são melhores e compensam. A relação de Isabel com o seu filho Artur está bastante bem caracterizada, tal como a ligação da rainha tanto com as irmãs como com os pedintes e peticionários.
Penso que o saldo é positivo e satisfatório. O melhor será lê-lo antes de experimentarem obras como as da Philippa Gregory ou da Isabel Stilwell, já para não falar das de Barbara Kyle.

Ferozmente dedicada ao pai adorado e ao rei, Isabel de York, de dezassete anos, acredita que ele quis deixar a Inglaterra nas mãos de um dirigente justo e meritório. Como o jovem sucessor não está pronto para reinar, o poder passa para o tio de Isabel, Ricardo de Gloucester – um homem no qual a mãe nunca confiou. Pouco depois, Isabel receia que a sua própria confiança não se justifique. Após a subida de Ricardo ao trono, a família dela sofre desaires sucessivos e devastadores: o pai, já falecido, é exposto como um bígamo; ela e os irmãos são estigmatizados como bastardos; e os irmãos são presos pelo novo rei e, segundo consta, assassinados. Como pôde o pai acreditar num homem capaz de tamanha perfídia?
Mas numa noite fatídica, Isabel é levada a questionar todos os seus preconceitos. Através dos olhos da rainha consorte de Ricardo, que está doente, ela vê um homem digno de respeito e de uma adoração eterna. A dedicação dele ao povo inspira um amor proibido e acaba por dar a Isabel coragem para aceitar o seu destino, casar com Henrique Tudor e ser rainha. 

The King's DaughterTítulo Original - The King's Daughter
Edição - Abril 2011
ISBN - 9789896571658







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