2 de janeiro de 2013

Opinião Histórica: "Rosa Selvagem" de Patricia Cabot


Com uma capa cativante, mas uma montagem que deixa um pouco a desejar, a história de Pegeen MacDougal prometia ser viciante.

Não o foi! Mas também não me desiludiu.

Penso que o inicio, em que Patricia Cabot nos dá a conhecer a relação e a vida de Pegeen e Jeremy, a sua simplicidade e a sua pobreza, a fuga constante dos avanços do substituto de seu pai, nos fornece logo a simpatia e empatia para com tia e sobrinho.

Como sempre, do outro lado, existe sempre um boémio, pouco apaixonado mas que gosta dos atributos femininos, mimado - Edward - o outro tio de Jeremy.

Apesar de ser uma personagem tipo gostei dele, talvez porque desde o inicio ele começa a recusar os avanços da sua amante, principalmente quando conhece Pegeen, sendo-lhe sempre fiel. Também gostei da forma como ele lidou com Jeremy, apesar daquele incidente com a raposa, que me deu vontade de agir como o pequeno.

De resto, e como se esperava, toda a história se vai centrar na paixão correspondida mas não-correspondida ao mesmo tempo. Foi aqui que fiquei mais céptica, porque pesssoalmente não me cativam romances em que as personagens gostam e sabem que gostam, mas actuam como se fosse o oposto, tanto um como outro, o que acaba por ser demasiado exasperante e se sobrepõe ao sentimento mais confortável, o amor.

O facto de Pegeen se ter mantido fiel a ela própria desde o inicio, nunca cedendo a sua força e mantendo-se independente e arrojada, foi um ponto muito positivo para esta personagem. Normalmente, as autoras gostam muito de tornarem uma personagem feminina arisca em algo mais submisso, o que me irrita bastante, mas isso não aconteceu aqui e ainda bem.

Em relação à má da fita... fez o seu papel, mas gostei principalmente do aparecimento da irmã, a.k.a. mãe, de Pegeen e Jeremy, respectivamente. Um golpe muito bom, mas pronto, a autora tinha que explicar todo aquele segredo em volta da nossa santa Pegeen.

Concluindo, é um romance histórico dentro do genero e do habitual, com algumas partes melhores e outras menores, mas não é nada de especial ou memorável. Madeline Hunter volta que estás perdoada!
Como nunca houvera uma mulher que não conseguisse encantar, Edward tinha a certeza de que iria conquistá-la. Mas Pegeen MacDougal não era nem velha, nem criança - era muito mulher, com uma língua aguçada, uns olhos verdes de levar ao inferno e uma sensualidade que o deixava doente. Infelizmente, ela desprezava-o, assim como à ostentação da sua classe social e à falta de consideração que mostravam pelos menos afortunados. Mas, pelo bem do seu sobrinho Jeremy, Pegeen concordou que ambos se mudariam para a propriedade de Edward. O risco tornou-se rapidamente aparente. Pois ela sabia que podia resistir ao dinheiro de Edward, ao seu poder, à sua posição... a todo o seu mundo. No entanto, era o seu beijo que prometia ser a sua destruição.




Título Original - Where Roses Grow Wild
Edição - Setembro 2012
ISBN - 9789722049108




 

4 comentários:

  1. Eu gostei bastante e dei umas boas gargalhadas com ele :)

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  2. Eu também adorei este. Perguntei à editora se iam lançar o 2º mas ainda não me responderam, vamos a ver se respondem mesmo.

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  3. Por se poderem mande este livro para MEU email não consigo baixá-lo em lugar algum eladijane@gmail.com ou eladijane@hotmail.com

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    1. Esthefany não lemos em ebook, temos o livro em papel.

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