21 de dezembro de 2012

Opinião Young-Adult: "A Floresta de Mãos e Dentes" de Carrie Ryan

Mais uma vez a 1001Mundos não me desiludiu. Apesar das muitas opiniões mais negativas que li julgo que a minha até é bastante positiva, mas vamos por partes.
Sim, a desculpa do mar ser muito importante para a Mary é um pouco forçada e faz com que o objectivo de vida dela seja um pouco oco ou vago. Sim, a personagem principal é um pouco fraquita, tendo calhado melhor se Mary fosse mais heroína e menos "Mary Sue" (ou Bella como tendo a chamar). Sim, o trio amoroso é um pouco comum e não prima pela novidade.
Mas apesar de todos os "sins" eu terminei o livro com o coração na boca e a salivar por mais (no sentido figurado, claro). Aquele fim foi sem dúvida a cobertura de chantilly no bolo.
Mas vamos voltar outra vez atrás e começar de novo, de fora para dentro. Começando pela capa: gostei bastante e está em sintonia com o que encontramos no interior, mas o meu problema é porque é que as outras duas que existem e que eu conheço também são tão boas? Pois...
Em termos de sinopse, esta também está muito boa, diz muito mas também não acrescenta nada. Ou seja, cumpre todos os objectivos.
Em termos de escrita, Carrie Ryan não tem nada de errado. Os diálogos e as descrições estão proporcionais, nas quantidades e sítios correctos. Principalmente as descrições, visto que a autora criou um mundo e uma situação paralela e nova (não única, visto que zombies e mortos-vivos há muitos) e conseguiu pegar nos cenários e apresentá-los numa sequência fluída e com muitos pormenores. Gostei principalmente da aldeia que encontram após a fuga da Vila.
As ideias do Casamento, das Irmãs e da Sobrevivência foram, na minha opinião, muito bem misturadas. Mais uma vez não são originais, mas em conjunto com os acontecimentos e os cenários tornaram uma história com Passado e Presente, que acabaram por deixar um gostinho para o Futuro.
A Floresta de Mãos e Dentes, apesar de algumas cenas mais cruas e "chocantes" (o que também depende muito da imaginação do leitor), é mais indicada para a camada mais jovem. O romance nele inserido vais tornar o negro e cinzento um pouco mais cor-de-rosa, apesar deste se ir desbotando mais para o final. E sim, apoio totalmente o Travis.
Um ponto que não gostei foi o título, ou mais precisamente o nome da floresta. Muito pouco original...
Finalmente, gostei da narração na primeira pessoa. Faz com que todas as situação de maior risco sejam vividas com muito mais intensidade.
Mary sabe pouco sobre o passado ou sobre o porquê de no mundo existirem dois tipos de pessoas: os que residem na sua vila e os mortos-vivos do lado de fora da cerca, que vivem de devorar a carne dos vivos. As Irmãs protegem a Vila e promovem a continuidade da raça Humana. Depois de a sua mãe ser mordida e se juntar aos amaldiçoados, Mary é enviada às Irmãs para se preparar para o Casamento com o seu amigo Harry. Mas as cercas são quebradas e o mundo que Mary conhece desaparece para sempre. Mary, Harry, Travis, que Mary ama mas que está prometido à sua melhor amiga, o irmão de Mary, a sua mulher e um pequeno órfão partem rumo ao desconhecido em busca de um lugar seguro, respostas às suas perguntas e uma razão para continuar a viver.
Título Original - The Forest of Hands and Teeth
Edição - Junho 2010
ISBN - 9789895577057

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