Publicações

Doce do Momento: ''O Jardim das Memórias'' de Amy Hatvany

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Depois de uma pausa para ler uma novidade de 2018,vamos lá voltar aos livros parados na estante.
Este aguarda a sua vez desde 2014 mas chegou a hora! 


Quando Eden tinha dez anos, encontrou o pai, David, caído no chão da casa de banho. A tentativa de suicídio conduziu ao divórcio dos pais e David desapareceu quase por completo da sua vida.Vinte anos depois, Eden é uma chef bem-sucedida, mas após uma série de relacionamentos românticos falhados percebe que é tempo de procurar o pai, que se encontra a viver na rua, para poder perdoá-lo e seguir em frente.A sua busca leva-a até um albergue para sem-abrigo e até Jack Baker, o diretor. Jack convence Eden a fazer trabalho de voluntariado no albergue e, em troca, ajuda-a na sua busca. À medida que Eden e Jack se apaixonam e a sua procura os aproxima de David, Eden vê-se obrigada a enfrentar as suas verdadeiras emoções e a dolorosa pergunta acerca do pai: será que depois de todos aqueles anos ele quer mesmo ser encontrado?Enquanto Eden não fizer as pazes com o passado, jamais será capaz de abraçar o futuro…

Opinião Suspense: ''O Homem de Giz'' de C.J. Tudor




Embora seja um livro recente (foi lançado há dias pelas Editorial Planeta), parece já ser o primeiro fenómeno deste ano e o primeiro favorito de 2018 para muitos leitores. Depois da Ne ter lido (opinião dela aqui), chegou a minha vez de tecer alguns comentários sobre a obra de C.J. Tudor. 

Com tantos comentários positivos, ia com enormes expectativas e não é que não tenha gostado mas digo já que a minha pontuação são 4 estrelas sólidas, nem perto de um 4,5 e muito menos de um 5. 
Acho que tudo deveu-se ao meu ritmo com este livro. Logo no primeiro dia li mais de 100 páginas e estava bastante embalada na história. O problema foram os dias seguintes, onde o tempo de leitura foi pouco e perdi o embalo do 1º dia. O encanto das primeiras páginas murchou um pouco mas mesmo assim a leitura prosseguiu com afinco e gosto.

37416796Vi em algumas opiniões de pessoas mais velhas que a acção passada em 1986 fez recordar os tempos de infância. Não sou dessa época e portanto não senti essas recordações mas posso dizer que das duas linhas temporais, gostei mais da acção de 1986 do que a de 2016. Mesmo assim a autora consegue ligar os dois anos muito bem, especialmente na parte da caracterização das personagens. Edward, o nosso protagonista, foi a minha personagem favorita pelo simples facto de aparentar ser normal mas na verdade não o ser,  Gostei que esse lado mais sombrio e mais psicológico do protagonista fosse mostrado logo em criança, como por exemplo nos pequenos furtos que ia cometendo. Já em adulto, vemos que os pensamentos, visões e até alucinações tornaram-no dependente da bebida para afastar maus momentos. Talvez por também ser alcóolico, Ed fez-me lembrar imenso a Rachel de ''A Rapariga do Comboio'' da Paula Hawkins. Ambos com problemas de bebida e meio ''marados'' da cabeça.  Outra personagem que para mim impactou o rumo de toda a história foi Sean Cooper e neste caso a autora não poupou em detalhes nas cenas mais fortes do livro, que envolvem Sean. O restante grupo de rapazes tem o seu peso e protagonismo ao longo do livro e no final concluímos que são mais importantes do que parecem. 

As figuras femininas também tem o seu destaque mas admito que esperava mais tanto de Nicky como de Chloé, ambas personagens com potencial mas que no final, acabaram por servir mais como um meio para um fim. Aqui realmente todo o destaque é dado aos Homens...neste caso a um homem em particular ''O Homem de Giz'' que gosta de brincar com desenhos que nos remetem para o (outrora popular) jogo da forca. (Acho que hoje em dia as crianças já não jogam isso!) 
Gosto sempre de quando o epílogo responde a perguntas já iniciadas no prólogo e temos aqui o exemplo perfeito. O final acaba por ser em dupla dose mas confesso que embora só tenha 320 páginas, lá para fim achei que o livro já estava a arrastar-se. 

Contudo, gostei muito desta primeira obra de C.J. Tudor e sendo que 2018 promete muito em termos de thrillers, tem ''O Homem de Giz'' um bom pontapé de saída. 

Por fim (mesmo fim), a tradução do livro está impecável mas tendo visto estes apontamentos noutra review, há-de salientar que a tradução literal de algumas expressões não foi feita da melhor maneira. Tirando isso, o livro não apresenta qualquer erro ortográfico ou de construção frásica. 



O livro de estreia de C. J. Tudor é um thriller com uma atmosfera densa e viciante que se passa em dois registos, em 1986 e nos nossos dias.
A história começa em 1986 e, após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie.
As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite.
O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante.
O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o imaginário infantil.
A história começa quando aos doze anos Eddie e os amigos tiveram contacto com o misterioso Homem de Giz. Uma personagem central na trama e Eddie será assombrado por ela.
As estranhas figuras de giz conduzem Eddie e os amigos a um cadáver de uma rapariga pouco mais velha que eles e esta descoberta irá marcámos para sempre. Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos.
À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou. 


 

A Sair do Forno: ''Uma Dama Indomável'' de Stephanie Laurens


Uma Dama Indomável



Mary Cynster é a única mulher da família que não se casou e mantem o controlo não só da sua vida mas do seu destino. Conseguirá resistir ao intrépido e devastadoramente bonito marquês de Raventhorne?
Os romances de Stephanie Laurens, situados na época da Regência Britânica, têm cativado leitores em redor do mundo, tornando-a uma autora consagrada na lista de best sellers do The New York Times.

Mais um romance desta autora. Sai em Fevereiro.  

A Sair do Forno: ''Os Perdidos'' de Sheena Kamal


Os Perdidos

Vamos lá para mais um thriller. Desta vez pela HarperCollins.


Tudo começa com uma chamada telefónica que Nora Watts teme há quinze anos.
Absorvente como uma incrível perceção psicológica e personagens muito reais. Os Perdidos irá acompanhá-lo durante muito, muito tempo, quando terminar a ultima página. Talvez para sempre.

Sai em Fevereiro.

Encontra as Diferenças: ''Everything leads to you'' e ''Caroline&West''


Qual preferem? 

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A Sair do Forno: ''Marcada para Morrer'' de Peter James




Escutou-a a gritar. Um grito aterrador. Depois instalou-se o silêncio.
MARCADA PARA MORRER
Se há livros capazes de interromper a respiração normal do leitor, este é um deles. Tal como a obra anterior de Peter James, autor multipremiado com mais de 19 milhões de exemplares vendidos, eis um thriller que promete dar que falar (e noites sem dormir).
Primeiro, há uma mulher raptada. Depois, surgem os corpos assassinados, uns no passado e outros no presente. No final, a perversidade por trás destes crimes vai surpreendê-lo e arrepiá-lo.
Sinopse:
Um grito assustador. Foi a última coisa que Jamie Ball ouviu da sua noiva Logan. Depois, a chamada caiu e Logan desapareceu. Nessa tarde, os restos de uma jovem mulher morta há trinta anos são encontrados numa escavação.
Para o detetive superintendente Roy Grace e a sua equipa estes dois casos não parecem estar relacionados. Até que outras jovens mulheres desaparecem, mais corpos emergem e uma nova pista surge: uma informação crucial que um distinto psiquiatra descobre através de um paciente, mas que só a polícia deveria saber… E o detetive tem a arrepiante impressão de que é essa a chave para entender os crimes do passado e do presente. Se é o mesmo assassino, porquê a pausa entre as mortes? Quem se esconde por trás destes crimes brutais?
O detetive Roy Grace nem imagina a perversidade que o espera…
Tem um encontro marcado com o mal.

Sai dia 24 de Janeiro!

Chegou à despensa: ''Quem não sonha voar, Alice?'' de Julia Clairbone Johnson




Já tinha dito no facebook aqui do blog, que este ano ia ter a promessa de por cada 3 livros físicos lidos, podia comprar um livro. E ora o que é que eu fiz logo na primeira semana de Janeiro? Comprei este livro! Quando ainda só tinha lido 1 livro! :P 
Mas neste momento estou a ler o 4º livro físico e não comprei mais nenhum, portanto digamos que a promessa mantém-se! 

Comprei este por querer le-lo mas mais pelo preço, 5€! Se foi lido,não parece, está impecável!

Gosto da capa, é gira mas ao mesmo tempo não é nada de especial. O título é que não tem nada a ver com o original, portanto estou curiosa por saber quem é o menino da capa e quem é a Alice.


Opinião Contemporânea: ''Até que o amor me encontre'' de Charles Martin



Primeiro começo por dizer que ler este livro foi como tirar uma pedra do sapato. Não sei se tem algum livro na estante que vos incomoda por estar lá há tanto tempo. Comigo era este livro, dado que já o tinha há 8 anos e finalmente o li! Muito orgulhosa de mim. ^_^
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Este é o 3º livro que leio deste autor e espero que a Porto Editora continue a publicar mais livros porque certamente vou querer ler mais de Charles Martin. Vi algumas opiniões que este autor é comparado a Nicholas Sparks e até entendo as semelhanças mas com este livro posso dizer que Charles Martin é melhor. 

Bem um dos motivos de ter adiado esta leitura tanto tempo é por a letra ser bastante pequena, que dificulta a leitura mas se o livro for bom, vocês nem dão pelas páginas passar, que foi exactamente o que aconteceu aqui!


No livro temos duas narrativas paralelas mas com pontos em comum. A principal (no presente) segue um menino que foi encontrado com claras marcas de abuso físico. Sem conseguir falar (nem o seu nome), consegue comunicar através dos desenhos que vai fazendo. Do outro lado temos Chase Parker, um jornalista que outrora também foi uma criança abandonada e rejeitada, tendo sido acolhido por William e Lorna, um casal simpático e com muito amor para dar mas com um passado negro. 
A vida de Chase cruza-se com a do nosso rapaz e ao ajudar o pequeno ele próprio irá ajudar-se a si mesmo e tentar entender o que aconteceu no passado e que assombra até hoje a vida da sua família de acolhimento.

Ao princípio estava a gostar bem mais da história do pequeno ''Desenhador'' como era chamado e não tinha grande interesse no passado de Chase mas à medida que o livro foi avançando e pela maneira como o autor conseguiu ligar as duas histórias pelas suas semelhanças, comecei a ficar mais interessada no mistério ''adulto''. A verdade é que acabei por gostar bastante de tudo e no final o passado de Chase e de William acabou por ter mais impacto e mais consequências no rumo do livro.

Outra personagem muito importante foi Tommye. Não estava nada a espera que o livro sequer mencionasse as doenças sexualmente transmissíveis mas foi bom, acho que ainda é um tema tabu em livros, não me recordo sequer de alguma vez ter lido em que se abordasse o impacto do HIV, 

É um livro bem simpático, sobre identidade e principalmente amor fraternal. Gostei mesmo muito e tenho pena que esteja esgotado. Se tiverem oportunidade leiam. 



Às vezes lemos um romance que nos leva a lugares que não sabíamos que precisávamos de ir. Esse é o poder da escrita. Até que o Amor Me Encontre é um desses romances. Chase Walker é um jornalista que investiga o mistério de um menino abandonado numa linha-férrea. Sabe como ele foi lá parar, mas não sabe como, nem o que se passou até esse dia. Apenas sabe que esse menino está destroçado.
Mas esta criança desperta algo dentro de Chase que precisava de renascer: a necessidade de conhecer a verdade. A verdade sobre o menino; a verdade sobre si próprio, e a verdade sobre o homem mais importante da sua vida: o seu pai adoptivo. Enquanto procura a verdade sobre o rapaz, Chase também persegue a verdade sobre o seu pai e sobre crime que foi cometido muito antes de ser adoptado. Sabe que as acusações eram falsas, mas simplesmente não consegue provar. A história avança, até que a verdade vem finalmente ao de cima. Mas não é a verdade que o leitor assumiu... é muito, muito melhor.
Dentro de todos nós há o desejo de saber quem somos verdadeiramente... e de saber que somos amados e desejados. Todos procuramos a verdade e quase sempre o nosso passado parece incompleto. Este é um romance fascinante, uma extraordinária alegoria ao desejo universal de ser amado. 

Opinião Histórica: "Duas Mulheres, Dois Destinos" de Lesley Pearse



Duas Mulheres, Dois Destinos foi uma grande desilusão para mim. Adorei Nunca Me Esqueças, gostei mais ou menos d'A Melodia do Amor, mas este não me encantou muito.
Sim, a história é boa, tem muitos acontecimentos, tem referências históricas, tem vários romances a acontecer, várias desgraças também, temos heróis e temos vilões.
A história é principalmente sobre Verity e não sobre duas raparigas, como lemos na sinopse ou até no título. A quantidade de história pertencente a Ruby é quase igual à de Archie, por exemplo, o que acaba por quase a empurrar para o grupo das personagens secundárias.
Já agora falando no subtítulo "O acaso juntou-as. Irá a guerra separá-las?". Bem eu nem sei onde começar. Não foi o acaso que as juntou, primeiro que tudo. Foi um homem morto que apareceu ali na rua (esse primeiro diálogo foi quase tão mau como os que apresento nas citações seguintes) e elas estavam lado a lado a ver o "espetáculo". Depois, a segunda frase... a guerra aqui está sempre em quinto plano, lá bem longe. Só no final é que a guerra chega a eles e aí sim é que começa o verdadeiro entusiasmo. Pena que foi só no início. E a guerra não as separou nem juntou, só serviu de plano de fundo.
Mas vou esmiuçar um pouco mais.
Começando pelo que achei ser o pior de todo o livro: a escrita. Penso que aí é que residiu o principal problema. Não sei se foi a tradução ou não (sinceramente acho que não, porque mesmo traduzindo para inglês não me soou nada bem), mas ao ler este romance com temáticas tão pesadas como a prostituição, a violação, a negligência parental, para não falar da segunda guerra mundial, ao ler a maior parte do texto a sensação que tinha era que estava a ler um romance pobre, escrito por alguém que ainda não amadureceu a escrita e que ainda não percebeu que forçar diálogos e forçar acontecimentos torna tudo mais falso e a leitura o oposto de fluída. Se não soubesse quem tinha escrito isto, nunca diria que tinha sido Lesley Pearse.
"Ele segurou-lhe o rosto com as mãos, aproximando-o. - Não me parece que saibas o que significas para mim - disse, com os olhos no dela. - Passei este tempo todo com muito receio de dizer alguma coisa porque fiquei com a impressão de que tinha tido uma experiência má com um homem. Mas agora tenho de falar Verity, antes de partir. És a rapariga dos meus sonhos." (página 214)
"Verity agarrou-lhe na manga do macacão. - Não me parece que ela consiga aguentar durante muito mais tempo. É uma pessoa corajosa, mas está a fazer um miado horrível e eu sei que é por não se atrever a gritar com medo de que desabe tudo à volta dela. Por favor, por favor, procure-a agora!
Ele olhou para ela, esboçando um pequeno sorriso. - Defendeu bem a sua amiga. Muito bem. No segundo andar, não é?" (página 349)
Aqui estão dois excertos que exemplificam a meu ver o que eu quis dizer. Não sei se concordam comigo, mas digam-me lá se, por exemplo, no segundo excerto quem é que diz isto? Quem fala assim? "Defendeu bem a sua amiga" quando tinha havido um bombardeamento e este homem era um dos paramédicos que estava a salvar as pessoas? Desculpem-me mas isto parece me algo saído de uma novela dobrada de baixo custo.
Não me recordo minimamente dos outros dois livros serem assim.
Seguindo para o próximo ponto, as referências históricas. Ao contrário dos outros dois que li, ambos na conquista da América, aqui avançamos um pouco mais. A autora faz referência a Pearl Harbor, a Dunquerque (vi o filme recentemente), a Hanneke (referências de A Rapariga do Casaco Azul), etc, que despertam aquele sentimento de reconhecimento. Não é mau, mas acho que ela podia ter desenvolvido muito mais esta parte história e da guerra e de outras desgraças, em vez de relatar uma vida que quase é normal, excepto alguns intervalos em que Verity sofre imenso. Aqui o 8 ou 80 é típico desta escritora. Ela nunca deixa a personagem em paz e fá-la sofrer imenso, o que eu nem discordo nem condeno, mas depois volta tudo ao normal num instante. Só acho que em vez de quantidade devia haver qualidade. Devia esmiuçar mais o ambiente e os sentimentos, em vez de adicionar acontecimentos terríveis mas demasiado rápidos.
Achei que Archie teve demasiado protagonismo. Aliás, cheguei mesmo a saltar um capítulo inteiro sobre o passado dele. O que é que interessa o passado dele? Já percebemos que ele é mau só do presente! De qualquer forma foi uma personagem com um papel importante na história, apesar de achar, mais uma vez, que os seus actos/crimes, eram demasiado rápidos.
Adorei Ruby e Wilby. Ruby aparece e depois desaparece, enquanto que Wilby aparece no meio e nunca mais nos abandona. São duas personagens muito ricas, corajosas e com personalidades muito fortes. Ao contrário de Verity, que é um pouco mais fraca e cheia de incertezas.
Não gostei muito, nem percebi a existência, de Bevan. Acho que apenas foi atrapalhar outro romance e apenas foi acrescentar linhas ao livro. No final, a autora quase nos faz acreditar que é ele que muda tudo, mas afinal é uma pista falsa. Muito fraquinha por sinal. Porque por mais que Verity tivesse desabafado não iria alterar assim tanto os sentimentos de uma hora para a outra como Lesley Pearse nos quer fazer pensar.
Não gostei de Miller. Achei-o um pouco insosso e nada atraente, e mesmo quando muda continua uma destas (não vou dizer qual porque já estou a falar muito da história).
Mas nem tudo foi mau - gostei das cenas mais "agressivas", mesmo sendo curtas, das desgraças por que Verity e Ruby passam. São momentos mais emocionantes em que nos compadecemos com as personagens e existe uma certa compaixão e ligação com estas. Mas sempre enfraquecido pela forma como tudo é descrito.
Vou ler os restantes livros da autora, mas se isto se voltar a repetir vou acabar por desistir. É uma pena, porque a história está lá e as personagens também.

Na primavera de 1935, em Londres, duas jovens observam enquanto a polícia retira o cadáver de um homem de um lago. Elas vêm de mundos completamente diferentes. Ruby é filha de uma prostituta alcoólica e só conhece a pobreza e o abandono. Verity, de boas famílias, vive com todo o conforto que o privilégio garante. Mas, nesse dia, começa entre ambas uma amizade que perdurará ao longo do tempo.
O destino, porém, não tardará a mostrar quão traiçoeiro pode ser: ao passo que Ruby encontra, por fim, um lar onde é amada e acarinhada, Verity sofre revés atrás de revés, e um terrível segredo do passado ameaça destruí-la. A Grã-Bretanha prepara-se para a guerra, a conjuntura é turbulenta. Apesar disso, ambas continuam presentes na vida uma da outra... até ao dia em que uma delas profere as palavras: “Morreste para mim”.
Num país dilacerado pela guerra, poderá a amizade sobreviver?
Duas Mulheres, Dois Destinos é um romance épico que nos fala de lealdade, amor, e da força dos laços de amizade perante as mais duras adversidades. Como sempre, Lesley Pearse não desilude...

Doce do Momento: "O Circo dos Sonhos" de Erin Morgenstern



 4a leitura agora numa leitura conjunta que já começou no sábado.
Um misterioso circo itinerante chega sem aviso e sem ser precedido por anúncios ou publicidade. Um dia, simplesmente aparece. No interior das tendas de lona às listas pretas e brancas vive-se uma experiência absolutamente única e avassaladora. Chama-se Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos) e só está aberto à noite.
Mas nos bastidores vive-se uma competição feroz – um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, que foram treinados desde crianças exclusivamente para este fim pelos seus caprichosos mestres. Sem o saberem, este é um jogo onde apenas um pode sobreviver, e o circo não é mais do que o palco de uma incrível batalha de imaginação e determinação. Apesar de tudo, e sem o conseguirem evitar, Celia e Marco mergulham de cabeça no amor – um amor profundo e mágico que faz as luzes tremerem e a divisão aquecer sempre que se aproximam um do outro.
Amor verdadeiro ou não, o jogo tem de continuar e o destino de todos os envolvidos, desde os extraordinários artistas do circo até aos seus mentores, está em causa, assente num equilíbrio tão instável quanto o dos corajosos acrobatas lá no alto.

Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"



As duas mórbidas, mas como ou sem flor?


Fonte: blog livros, contos e sonhos

A Entrar no Forno: ''Uma Verdade Simples'' de Jodi Picoult no 1º semestre



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Com as obras mais recentes da autora já traduzidas por cá, resta-nos ler os livros mais antigos de Jodi Picoult. É o caso de ''Plain Truth'' publicado originalmente em 2000 e que sairá em Portugal pela Bertrand em 2018

Desta vez o livro foca-se na comunidade Amish e na descoberta de um bebé morto, fruto de uma relação de uma jovem de 18 anos solteira. Quando a mãe é acusada do crime, cabe a advogada Ellie Hathway, defender a jovem, num sistema judicial diferente do do que está habituada. Conseguirá ela descobrir a verdade? 

Encontra as Diferenças: "Taken Hostage", "Tested by Fire", "Armed and Dangerous" e "Forged in Fire"



Estes andava aqui perdidos pelo fundos dos rascunhos.




A Sair do Forno: ''Louca'' de Chloé Esposito




Louca é um thriller passado em Londres e na Sicília, no espaço de uma violenta semana de verão, e que explora os temas do ciúme e do engano, do crime e da inveja. Uma gémea não só se apodera da vida perfeita da irmã, como se dispõe a continuar a vivê-la. Alvie Knightly está muito em baixo: sem objetivos na vida e a beber demais. A sua vida é ainda pior se comparada com a de Beth, a sua irmã gémea e perfeita. Beth casou-se com um italiano lindo e rico, tem um bebé maravilhoso e sempre foi a preferida da mãe. Há muito tempo que a única coisa que as gémeas têm em comum é a aparência. Quando Beth envia um bilhete de avião à irmã para que a visite em Itália, Alvie mostra alguma relutância. Mas quando é despedida do emprego que detesta e os companheiros de casa a põem na rua, começa a mudar de ideias e a pensar na luxuosa villa de Taormina. Beth pede à irmã que troque de identidade com ela durante umas horas, para poder escapar à atenção do marido. Alvie agarra com unhas e dentes a oportunidade de viver a vida da irmã, ainda que temporariamente. Porém, quando a noite acaba com Beth morta no fundo da piscina, Alvie dá-se conta de que aquela é a sua oportunidade de mudar de vida. E, afinal, o que escondia Beth do marido? E porque é que a convidou para ir a Itália? Alvie vai descobrindo segredos e mentiras à medida que mergulha mais fundo na vida da irmã morta. E terá de fazer de tudo para conseguir suportar as suas próprias mentiras.


Sai dia 2 de Fevereiro!  

Opinião Young Adult: ''More happy than not'' de Adam Silvera


Por influência de opiniões internacionais, sempre ouvi falar muito bem deste autor que tem apelido quase português mas é americano. Como sou extremamente influenciável por meia dúzia de opiniões positivas lá comprei este livro que já habitava aqui na estante há 7 meses. Como também a minha primeira leitura do ano não foi nada de especial, pensei ler algo virado para o YA e algo que ainda fosse recente, embora este livro já seja de 2015.

19542841Não se pode dizer que este livro seja grande. tem menos de 300 páginas mas é um livro TÃO TRISTE! A sério o livro deixa-nos depressivos com tanta tristeza e confesso que houve alturas em que foi difícil avançar na leitura porque era tudo tão negativo.

O livro apresenta-nos Aaron que vive no Bronx, com a mãe que trabalha demais e o irmão com que não se relaciona. Namora a Genevieve e apesar das dificuldades recentes da sua vida (o pai suicidou-se e ele também tentou o suicídio), Aaron até é feliz. Um dia conhece Thomas e entre os dois começa a criar-se uma amizade e companheirismo muito fortes. Esta união começa a colocar em dúvida os sentimentos do Aaron pelo Thomas. Como na sinopse já vem referido que o Aaron é gay, acaba por não ser surpresa a sua paixão pelo Thomas. A surpresa é saber se é correspondido ou não. 

Acho que este livro retrata bem a geração adolescente, especialmente dos bairros de Nova Iorque. O próprio autor viveu (ou vive) no Bronx e portanto não duvido que os costumes e brincadeiras do bairro faladas aqui, sejam relatos de vivências do próprio Adam Silvera. 

O que menos gostei foi mesmo a aura ''depré'' do livro, algo que não é costume em young-adults contemporâneos que muitas vezes são caracterizados como leituras mais leves, mas de leve este livro não tem nada, acreditem! O livro passa muito a mensagem de ''não vale a pena continuar a viver'' não só pela abordagem do suicídio mas é algo constante nos pensamentos e nas acções do Aaron e isso incomodou-me bastante, tratando-se de um livro de adolescentes. Até pode ser algo real (e se calhar foi por isso que fiquei tão incomodada) mas não é possível a vida de todos os amigos serem só tragédias. Isto deixava-me sem vontade de pegar no livro porque já sabia que ia ficar triste. 

Outra ''personagem'' importante no livro é o instituto Leteo, uma corporação que promete apagar as memórias infelizes dos seus pacientes, deixando-os muitos mais ''em paz'' com as suas vidas, pois não conseguem ter memórias e pensamentos negativos. O Aaron inscreve-se neste instituto tanto para apagar o sofrimento do pai como também para tentar corrigir a sua orientação sexual. 

Não posso dizer mais nada que não seja considerado spoiler mas digo que o livro está dividido em diversas partes e só gostei mesmo da última parte do livro que me surpreendeu pela sua linha temporal. De resto acho que é um livro indicado para quem seja gay mas já esteja assumido e não veja mal nisso, porque uma das mensagens que o livro passa é que ser gay é um problema e embora no fim o Aaron consiga aceitar-se como é, acaba por saber a pouco. Não é um livro que aconselhe a toda a gente, é um livro depressivo que nos deixa em baixo e a sentir que a vida é uma porcaria e não há luz ao fundo do túnel. Não acredito nisso, há sempre algo positivo, há sempre um lado bom. Quero acreditar nisso. 

Mesmo assim, quero dar pelo menos uma segunda oportunidade ao autor, embora os títulos dos outros livros dele já antecipem outra leitura depressiva. 


Part Eternal Sunshine of the Spotless Mind, part Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe, Adam Silvera's extraordinary debut confronts race, class, and sexuality during one charged near-future summer in the Bronx.
The Leteo Institute's revolutionary memory-relief procedure seems too good to be true to Aaron Soto - miracle cure-alls don't tend to pop up in the Bronx projects. But Aaron can't forget how he's grown up poor or how his friends aren't always there for him. Like after his father committed suicide in their one bedroom apartment. Aaron has the support of his patient girlfriend, if not necessarily his distant brother and overworked mother, but it's not enough.
Then Thomas shows up. He has a sweet movie-watching setup on his roof, and he doesn't mind Aaron's obsession with a popular fantasy series. There are nicknames, inside jokes. Most importantly, Thomas doesn't mind talking about Aaron's past. But Aaron's newfound happiness isn't welcome on his block. Since he's can't stay away from Thomas or suddenly stop being gay, Aaron must turn to Leteo to straighten himself out, even if it means forgetting who he is. 

 

Doce do Momento: "Duas Mulheres, Dois Destinos" de Lesley Pearse



Depois de desistir do último nas primeiras duas páginas decidi pegar neste.
Na primavera de 1935, em Londres, duas jovens observam enquanto a polícia retira o cadáver de um homem de um lago. Elas vêm de mundos completamente diferentes. Ruby é filha de uma prostituta alcoólica e só conhece a pobreza e o abandono. Verity, de boas famílias, vive com todo o conforto que o privilégio garante. Mas, nesse dia, começa entre ambas uma amizade que perdurará ao longo do tempo.
O destino, porém, não tardará a mostrar quão traiçoeiro pode ser: ao passo que Ruby encontra, por fim, um lar onde é amada e acarinhada, Verity sofre revés atrás de revés, e um terrível segredo do passado ameaça destruí-la. A Grã-Bretanha prepara-se para a guerra, a conjuntura é turbulenta. Apesar disso, ambas continuam presentes na vida uma da outra... até ao dia em que uma delas profere as palavras: “Morreste para mim”.

A Sair do Forno: ''Traição'' de Aleatha Roming





Prometeram viver uma semana de paixão. Apenas isso...
Alexandria Collins tem uma semana para viver os seus sonhos. Nascida numa família tradicional, está habituada ao privilégio mas também às amarras que a alta-sociedade impõe aos seus. É por isso que uma semana de férias com a sua melhor amiga é a oportunidade perfeita para ignorar as convenções. Uma tarefa que não é fácil para uma pessoa tão recatada como ela. Então... por que não imaginar que é outra pessoa?
Durante essa semana, Alexandria decide transformar-se na aventureira e destemida Alex. Mas ao conhecer o misterioso e sedutor Lennox, acontece o impensável. Quando ele lhe pergunta o nome, ela não diz ser Alexandria ou mesmo Alex. Na presença de Lennox, ela dá por si a ser mais do que aventureira, mais do que destemida: ela é insaciável. E quando lhe diz chamar-se Charli... aquela que seria uma escapadela entre amigas passa a ser uma semana de tórridos prazeres.
Lennox Demetri não é homem de hesitações. Deseja Charli assim que a vê. Juntos, fazem um pacto: nada de nomes, nada de compromissos. Uma semana apenas, e nada mais. Charli vai dar-lhe a conhecer cada centímetro do seu corpo... mas o resto guardará para si.
Só que as decisões tomadas a coberto da noite ficam sempre expostas com o raiar do dia... e é ao regressar ao lar da família que Alexandria perceberá o verdadeiro significado da palavra traição.

Sai dia 30 de Janeiro 

Doce do Momento: ''Até que o amor me encontre'' de Charles Martin

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Data de aquisição: 2010 

Já li 2 livros deste autor e gostei, portanto vamos lá ler este também.

Infelizmente acho que vai ser uma leitura que terei de fazer só por casa, porque preciso de ler este livro com uma lupa! A letra é tão pequena!


Às vezes lemos um romance que nos leva a lugares que não sabíamos que precisávamos de ir. Esse é o poder da escrita. Até que o Amor Me Encontre é um desses romances. Chase Walker é um jornalista que investiga o mistério de um menino abandonado numa linha-férrea. Sabe como ele foi lá parar, mas não sabe como, nem o que se passou até esse dia. Apenas sabe que esse menino está destroçado.
Mas esta criança desperta algo dentro de Chase que precisava de renascer: a necessidade de conhecer a verdade. A verdade sobre o menino; a verdade sobre si próprio, e a verdade sobre o homem mais importante da sua vida: o seu pai adoptivo. Enquanto procura a verdade sobre o rapaz, Chase também persegue a verdade sobre o seu pai e sobre crime que foi cometido muito antes de ser adoptado. Sabe que as acusações eram falsas, mas simplesmente não consegue provar. A história avança, até que a verdade vem finalmente ao de cima. Mas não é a verdade que o leitor assumiu... é muito, muito melhor.
Dentro de todos nós há o desejo de saber quem somos verdadeiramente... e de saber que somos amados e desejados. Todos procuramos a verdade e quase sempre o nosso passado parece incompleto. Este é um romance fascinante, uma extraordinária alegoria ao desejo universal de ser amado. 

A Sair do Forno: ''Os Sedutores'' de Elizabeth Adler





Num dos locais mais paradisíacos da Terra, nada é o que parece...
A morte repentina de Jolly, tia de Mirabella Matthews, surge como uma grande tragédia para a escritora. Mas traz também um novo começo, pois Mirabella passa a ser a proprietária de uma luxuosa mansão no Sul de França. Mas a herdeira rapidamente vai perceber que a fortuna traz consigo inesperados mistérios... e incontáveis perigos.
A caminho da Villa Romantica acontece um estranho incidente que por pouco não lhe tira a vida. E será o primeiro de vários… Aparentemente, Jolly era uma mulher mais complicada do que Mirabella pensava. Os homens do seu passado regressam agora com planos pouco ou nada claros. Num lugar onde tudo é belo, onde paira no ar o aroma a lavanda, pairam também segredos e perigo. Em quem pode Mirabella confiar? Quem é o homem que usa a máscara de um sedutor para ocultar a face de um assassino?
Com o detalhe e a mestria de que só Elizabeth Adler é capaz, o seu mais recente thriller vai prender o leitor da primeira à última página...

Sai dia 23 de Janeiro 

A Sair do Forno: 'Uma reputação perigosa'' de Madeline Hunter


Há quatro coisas que destacam Gareth Fitzallen dos outros homens: o rosto belíssimo, o encanto insuperável, as ligações aristocráticas e, acima de tudo, o poder de sedução.
Quando decide restaurar uma propriedade – e investigar um roubo de arte –, Gareth conhece Eva Russell. Oriunda da pequena nobreza, Eva está arruinada. Restam-lhe apenas o estatuto da família, o talento artístico que lhe permite fazer cópias de quadros para sobreviver, e o plano de arranjar um bom casamento para a irmã, Rebecca.
Todos a avisam da reputação de Gareth. Todos a aconselham a proteger a irmã. Mas não é Rebecca que ele deseja... Basta um olhar para Eva perceber que se meteu em apuros... e basta um beijo para dar início a um choque de talentos sem igual.
Uma Reputação Perigosa dá início à serie Os Libertinos, protagonizada por três irmãos com queda para os sarilhos... e para o romance...


Sai dia 30 de Janeiro 

A Sair do Forno: ''A Escolhida'' de J.R. Ward



Um amor escaldante, mas proibido, ameaça dividir a Irmandade da Adaga Negra.
Xcor, líder do Bando de Bastardos, condenado por traição contra o Rei Cego, arrisca-se a enfrentar um interrogatório brutal e uma morte angustiante às mãos da Irmandade da Adaga Negra. Mas depois de uma vida marcada pela crueldade e pelos atos maléficos, ele aceita o destino que o mister de guerreiro lhe trouxe.
Lamenta apenas a perda da fêmea sagrada que nunca foi sua: a Escolhida Layla. Só Layla está na posse da verdade que poderá salvar a vida de Xcor. Mas a revelação do sacrifício e da ascendência oculta do macho irá expô-los a ambos e destruir tudo o que Layla mais estima – incluindo o papel de mãe dos seus gémeos adorados. Dividida entre o amor e a lealdade, ela terá de ganhar coragem para enfrentar a única família que tem para defender o único homem que alguma vez amará. Todavia, mesmo que Xcor consiga o perdão, ele e Layla terão de enfrentar um desafio ainda maior: ultrapassar o fosso que separa os seus mundos, sem com isso abrir caminho para um futuro com ainda mais guerra, sofrimento e morte. A par do regresso a Caldwell de um antigo inimigo e da revelação da identidade de uma nova deidade, nada é seguro ou garantido no mundo da Irmandade da Adaga Negra, nem sequer o verdadeiro amor... ou os destinos que pareciam há muito decididos.

Sai dia 23 de Janeiro

A Sair do Forno: ''Os Viajantes'' de Alexandra Bracken



Este é o livro sequela de Os Passageiros do Tempo. Etta Spencer não sabia que era uma viajante até ao dia em que emergiu a quilómetros e a anos da sua casa. Agora que lhe roubaram o objeto poderoso que era a sua única esperança de salvar a mãe, Etta encontra-se presa mais uma vez, longe do seu tempo e de Nichola, corsário do século XVIII por quem se apaixonou.
Quando se vê no coração do inimigo, promete terminar o que começou e destruí-lo de uma vez por todas. Mas é surpreendida com uma revelação bombástica sobre quem é o seu pai. De repente, questionando tudo pelo que lutou, Etta tem de escolher um caminho que poderá transformar o seu futuro.

Sai dia 17!

Continuação de:
 

Pilha Cerebral: ''Últimas Prendas de Natal''




Por aqui ainda se recebe prendas de Natal e este foi o resultado do jantar de ontem. Calma que não são todas para mim! xD

Desta pilha só 3 são meus que mostrarei em breve. Um foi prenda de Natal, outra foi prenda de uma amiga que não gostou muito dos livros e deu-me xD

Foi um serão super agradável a falar da vida e de livros! 

Encontra as Diferenças: "Twilight of Avalon" e "The Children's Book"



Duas capas internacionais onde finalmente podemos encontrar mais diferenças do que apenas no título.



Opinião YA/Histórica: "A Rapariga do Casaco Azul" de Monica Hesse



Depois do Diário de Anne Frank, o interesse por estes romances desta época sempre aumentou mas nunca foi saciado. Foi uma época que ainda hoje não acredito que tenha acontecido, onde a maldade do Homem é tão óbvia (hoje em dia é muito mais subtil, ou então somos nós que já estamos tão habituados que ignoramos a maior parte das coisas) e por isso, um dos pontos da minha lista para fazer antes de morrer é prestar o meu tributo em Auschwitz.
Mas enquanto não vou, vou coleccionado alguns livros sobre o assunto. A Rapariga do Casaco Azul foi o primeiro escolhido talvez porque foi o último a ser comprado.
Penso que a escolha foi a mais acertada porque achei a história muito leve, apesar do tema tão pesado. A cena que me emocionou mais foi logo no inicio quando vizinhos não judeus denunciam vizinhos e amigos judeus para lhes poderem ficar com as casas ou com os pertences, visto que os judeus seriam levados para campos ou outros locais e nunca mais retornariam às suas casas.
Fiquei um pouco céptica em relação ao facto de pessoas não judeus não saberem, nem quererem saber, para onde os judeus "desapareciam", mesmo depois de os verem a serem levados a pé em filas enormes completamente fragilizados.
Gostei (gostar é sempre relativo em questões como estas) de conhecer mais algumas formas de esconderijo que as pessoas tiveram que recorrer. Também gostei de saber que a percentagem de quem ajudava era maior do que a que não o fazia, apesar de que por pequenos sentimentos mais negativos as pessoas rapidamente mudavam de atitude e traiam os seus pares.
Ao ler as sinopses normalmente faço logo um resumo da história, ou de como imagino que será. Neste caso o que imaginei foi um pouco diferente da versão de Monica Hesse. às vezes surpreende-me, outras vezes nem por isso. Aqui apesar de ter sido apenas um pouco diferente acho que a escritora não soube desenvolver de forma a agarrar o leitor, ou seja eu. Apenas no final, quando as coisas começam a fugir ao controlo é que se torna mais "entusiasmante", porque mais de 70% do livro é sobre os dramas da jovem e sobre a morte do seu namorado e a culpa que sente. Sim, há uma evolução da protagonista, mas mesmo assim acho que ela terminou quase tão egoísta como começou. Apesar de toda a informação que lhe chega, e comparando-a ao grupo de Ollie, ela mesmo assim mantém a atitude de só ajudar quem ela quer ajudar e sempre por um preço. E quando finalmente resolve o puzzle, ou começa a se interiorizar naquele mundo que lhe passava mesmo ao lado, mesmo assim mantém-se naquela linha de apenas salvar aquela pessoa.
Concordo que aos poucos podemos fazer muito, mas com os conhecimentos que ela tinha, as ligações que ela mantinha, penso que não foi suficiente o que ela fez. Aliás, vendo bem as coisas, ela acaba por não resolver nada porque quando chegamos ao fim, tudo já se tinha resolvido por si.
Portanto, muitas vezes é bom começar com um romance menos bom para que daqui para a frente as expectativas possam baixar um pouco e ser tudo melhor a partir daqui.
Não posso deixar de referir na edição deste livro. Espaços enormes em branco nas páginas, margens gigantes, letras de tamanho razoável só servem para o livro parecer maior do que é realmente. Na minha opinião é um desperdício, principalmente por aqueles espaços. Já dei mais dinheiro por livros mais finos, portanto não concordo que as editoras, não só esta em particular, recorra a este tipo de impressão para ganhar mais. Letra grande percebo porque o olhos não ficam tão cansados, mas penso que há limites.

Amesterdão, 1943. Enquanto a Europa é engolida pelo véu nazi, Hanneke percorre diariamente as ruas da cidade. Com apenas 18 anos, ela consegue arranjar os bens raros que as pessoas procuram no mercado negro: chocolate, café, tecidos… Pequenos pedaços de normalidade, preciosos em tempos de conflito. E Hanneke fá-lo apenas por dinheiro! Não há espaço para bondade num mundo devastado por uma guerra que lhe roubou a vida e os sonhos.
Até ao dia em que uma das clientes de Hanneke lhe faz um pedido tão perigoso quanto desafiante: que encontre a pequena Mirjam, uma rapariga judia que a senhora mantinha escondida em casa. A única pista que Hanneke tem é que, no dia em que desapareceu, Mirjam vestia um casaco azul.
Contrariando o seu instinto, Hanneke decide procurar a rapariga. O que ela não sabe é que, ao procurar a pequena Mirjam, vai reencontrar uma parte de si mesma, aquela que Hanneke pensava ter sido completamente destruída com o som das primeiras bombas.