22 de setembro de 2017

Opinião Histórica: "O Ano em Que nos Amámos Perigosamente" de Julia London



Eu que gostava tanto de romances histórias agora parece que os enjoei.

A história de Declan e Keira não é só açúcar, mas também não teve nenhum ingrediente que me fizesse lamber os lábios.

O facto de Keira se fazer passar por outra, com a autorização desta, acaba por ser um "problema" repetitivo e que perde toda a sua piada quando Declan já a conhecia de pequena, a culpa por coisas que ela não controlava e compactua com toda a trama do "faz de conta". A segunda questão também é algo que volta e volta já que ele está lhe sempre a atirar à cara e ela, insossa como é, deprime sempre e da mesma maneira, porque também ela se culpa.

Ora, aqui na minha opinião, Julia London carregou demasiado no drama, quando na receita devia dizer q.b. Assim, a leitura andou ali às voltas sempre com os mesmos dizeres e flashbacks das mesmas situações do Passado e o Presente sempre na mesma. Só no final, mesmo nos últimos capítulos é que tudo se desenvolve mais rapidamente, havendo uma reviravolta e uma ou duas surpresas na história que nos fazem querer gritar FINALMENTE!

O Ano em que nos Amámos Perigosamente pode ser então resumido em poucas linhas e apesar dos segredos que contém, as descobertas feitas e a pouca acção que se pode encontrar não me conquistou para além do "estava bom". Não vou querer ler a continuação, mesmo tendo gostado da protagonista do segundo, apesar de mal ter aparecido neste primeiro volume.
Inglaterra, 1808. Quando Declan O'Conner, conde de Donnelly, chega a Hadley Green para conhecer a nova condessa de Ashwood, basta-lhe apenas um olhar para perceber que a bela nobre que o recebe não é quem deveria ser. Para tentar fugir a um casamento indesejável, Keira Hannigan assumiu a identidade da verdadeira condessa, sua prima, em viagem pelo estrangeiro. Intrigado com o segredo que rodeia a mentirosa sedutora, Declan decide não a desmascarar e até concorda em ajudá-la a lançar luz sobre o mistério que envolve as preciosas jóias desaparecidas de Ashwood. A situação, no entanto, precipita-se rapidamente quando um chantagista obscuro ameaça revelar o escândalo e o conde percebe que deve proteger Keira a todo custo.

21 de setembro de 2017

Opinião Young-Adult: "Gravar as Marca" de Veronica Roth



Até agora, neste segundo semestre, Veronica Roth foi a única que não me desiludiu.

Gravar as marcas, lido na versão pt-br foi lido a alta velocidade.

Apesar das referências ao Star Wars eu não encontrei grande coisa ou então estava demasiado distraída com a história que nem me deu tempo para comparar com outras. De qualquer forma temos sim a vertente espacial, com naves espaciais e viagens inter-planetárias. Temos vários planetas, cada um com o seu clima e habitantes.
Gostei bastante dos protagonistas, mas principalmente da história que os vai unir e que Veronica Roth descreveu e imaginou tão bem. É de facto algo original, pelo menos para mim.
A questão das marcas que dá o nome ao livro também é algo mais forte que traz mais qualquer coisa à obra. À semelhança da saga Divergente aqui a questão principal é também a sobrevivência e lutar contra os "maus da fita". A questão é que a autora dificulta imenso o trabalho aos personagens, tanto principais como secundários, e enche assim páginas e páginas de acção de qualidade. Óptimas descrições. Óptimos cenários. Personagens que nos cativam e extremamente empáticos, mesmo sendo de um futuro e de uma realidade que não existe.
O romance também está presente e aqui não foi preciso recorrer a muito. As cenas em que estão juntos têm uma atracção palpável mesmo sem haver grande contacto. Isto só prova a capacidade da autora nos cativar seja pela ficção cientifica, pela acção, pelo suspense ou pelo romance.
O inicio é talvez o mais calmo, apesar da cena inicial. Claro que não é de rir, mas comparado com todo o resto do livro não tem aquele impacto porque ainda não conhecemos as personagens o suficiente para nos ligarmos ou compadecermos. Mesmo depois, toda a panóplia de nomes, tanto de personagens como de cenários ou até títulos baralha-se um pouco, mas devagar vamos entrando na história e assistindo a um filme onde os rostos, as vestes, os uniformes, as expressões começam cada vez a ficar mais nítidas e é aí que nos abstraímos do que se passa à nossa volta e nos escondemos nos cantos escuros das naves ou das casas para assistirmos em primeira mão a tudo o que acontece.
Não dei a cotação máxima, mas esteve lá quase. Estou ansiosa por continuar a acompanhar a vida de Cyra e Akos.
Em um planeta onde a violência e a vingança imperam, em uma galáxia onde alguns são afortunados, todos desenvolvem habilidades especiais – o dom-da-corrente – um poder único para moldar o futuro. Enquanto a maioria se beneficia desses dons, Akos e Cyra não. Seus dons-da-corrente os tornam vulneráveis ao controle dos outros.
Será que vão conseguir recuperar o controle de seus dons, de seus destinos e das próprias vidas, e ainda instaurar o equilíbrio de poder no mundo?
Cyra é irmã de um tirano brutal que governa o povo de Shotet. Os dons especiais da jovem causam dor, mas trazem poder – algo explorado por seu irmão, que a usa para torturar seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma na mão do irmão: ela tem uma resistência fora do comum, o raciocínio rápido e é mais esperta do que ele imagina. Akos vem de Thuvhe, a nação amante da paz, e a lealdade à sua família não tem limite.
Mesmo protegido por um dom especial incomum, Akos não evita que ele e seu irmão sejam capturados por soldados inimigos shotet. Akos se desespera e quer resgatar o irmão vivo, não importa a que custo. Quando Akos é empurrado para o mundo de Cyra, a inimizade entre seus países e famílias parece intransponível. Acreditando ser a única saída, Akos decide se unir a Cyra. Uma união que pode resultar na sobrevivência – ou na destruição de ambos…

Encontra as Diferenças: "Russian Roulette", "Echo Into Light" e "Accidental Ashes"







Sempre na mesma pose, mas com cor de cabelo diferentes. Qual é a cor que lhe fica melhor?

20 de setembro de 2017

Opinião Erótica: "Despedida de Solteira: Amande" de Mila Wander



Despedida de Solteira foi o ebook que escolhi para as minhas férias.

Não é um romance tipo obra-prima, mas também não é de deitar para o lixo.
A história é simples e directa, com reviravoltas suficientes para nos cativar a atenção. Tem temáticas desde as dúvidas pré-casamento (a mais óbvia) à homossexualidade. Também temos temas negativos como a traição, por exemplo.
Mas o que torna tudo demasiado "livro de praia" é aquele aspecto da riqueza. Nenhuma delas é assim tão rica mas conseguem uma despedida daquelas! Claro que a autora deu a volta e arranjou desculpa, mas a mim não me convenceu minimamente.
Achei tudo demasiado promiscuo e fútil. Achei Amande demasiado insossa e infantil e o romance demasiado fácil e sem grandes bases. Este amor louco para a vida pode iniciar-se numa amor à primeira vista, mas não há tantas coincidências assim.
É um livro curto que se lê rápido porque a profundidade da história e a quantidade de cenários são escassos.
De qualquer forma já li pior e o protagonista masculino apesar de ser como a protagonista feminina sempre anima a leitura.

Melhor cena: A massagem com o óleo.
Amande estava com tudo pronto para o seu casamento: buffet completo, salão de festa, empregados, fotógrafos, igreja, iluminação, filmagem, cerimónia, decoração, convites, vestido, maquilhagem, depilação... Ela tinha absolutamente tudo sob controle. Ou melhor, quase tudo...
Sequer havia cogitado uma despedida de solteira!
Guiadas pelas suas amigas - e madrinhas -, Amande descobrirá que nem tudo acontece como o planejado.

A Sair do Forno: ''A Única Filha' de Anna Snoekstra




2003. Uma adolescente desaparece.

Rebecca Winter é uma rapariga de 16 anos que desfruta tranquilamente as suas férias de verão quando coisas estranhas começam a acontecer ao seu redor: encontra sangue na cama, apercebe-se de um vulto no quarto e sente-se constantemente observada.
Um dia, Rebecca desaparece sem deixar rasto.

Onze anos depois, alguém assume a sua vida.

Em 2014, para evitar ser presa, uma mulher muito parecida com Rebecca faz-se passar por ela, conseguindo convencer toda a gente.
Retoma, assim, a vida de Rebecca, mas rapidamente se apercebe de que a família e os amigos da rapariga desaparecida não são quem parecem ser. E torna-se óbvio para ela que a pessoa responsável pelo desaparecimento de Rebecca ainda está à solta e que a sua vida corre perigo.

Conseguirá a impostora descobrir a verdade por detrás do passado de Rebecca e fugir ao mesmo trágico destino?

sai dia 2 

A Sair do Forno: '';Último Suspiro'' de Karin Slaugther



Um pequeno conto que antecede ''A Boa Filha''. 

Já disponível em ebook.

A Sair do Forno: "Mulher-Maravilha:Dama da Guerra" de Leigh Bardugo





Hoje foi divulgado que uma das futuras apostas da Topseller será a série "DC Icons" adaptada aos romances jovem adulto e escrita por 4 autores diferentes!

A editora já tem os direitos dos 4 livros que terão como protagonistas: Mulher Maravilha, Batman, Homem de Ferro e Catwoman. O primeiro livro sai em Agosto, lá fora e cá em Portugal em Outubro.

Tal como os nomes indicam, o primeiro livro fala sobre a Wonderwoman. Leigh Badurgo é autora do Trilogia Grisha com um só livro publicado em Portugal, pela 1001 Mundos. O 2º será escrito por Marie Lu, autora da trilogia "Legend" com 2 títulos em português.

Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.

Todas as lendas têm um início. Diana tornar-se-á uma lenda, mas primeiro deverá enfrentar uma jornada (i)mortal!

DIANA: FILHA DE IMORTAIS
Da ilha das imortais Amazonas, a princesa Diana apenas pode observar o Mundo dos Homens, sem interferir. Mas no momento em que assiste a um naufrágio, e a vida de uma rapariga corre perigo, o instinto da princesa fala mais alto. Ao socorrer e trazer uma mortal para a ilha, viola uma das regras sagradas e arrisca-se a ser exilada. Pior ainda, esta não é uma rapariga qualquer e, ao salvá-la, Diana pode ter condenado o mundo.
 ALIA: FILHA DA MORTE
Depois de o barco explodir, Alia Keralis luta pela vida. Não sabe que a tentam matar. Não sabe quem é aquela jovem misteriosa e
incrivelmente forte que aparece em seu auxílio. E não sabe que ela própria é uma Dama da Guerra, descendente direta de Helena de Troia, uma linhagem condenada a trazer a guerra ao mundo.
IRMÃS DE ARMAS
Enquanto todos procuram assassinar Alia, a Dama da Guerra, para evitar que o mundo tenha um fim trágico, a princesa Diana sabe
que há outra solução. Mas para isso terá de abandonar a sua ilha, entrar no Mundo dos Homens e enfrentar perigos inimagináveis.
Uma verdadeira demanda que exigirá a confiança e a coragem de ambas para, como irmãs, enfrentarem as forças da guerra.



Sai dia 2 de Outubro 

A Sair do Forno: ''A Próxima Vitima'' de Håkan Nesser





Kaalbringen. Uma pequena cidade costeira na Suécia. Toda a gente se conhece. Toda a gente confia no seu vizinho. À noite, ninguém fecha a porta de casa. Até que surgem, em rápida sucessão, dois cadáveres. Ambos os homens foram assassinados.
Ambos foram, ao que parece, atacados com a mesma arma: um machado. A polícia local está desesperada.
O inspetor Van Veeteren é chamado ao local, mas nem ele consegue uma solução imediata para o problema. O assassino, aparentemente, não cometeu erros. Quando um terceiro cadáver surge, todos redobram esforços, mas a informação disponível é praticamente nula. Van Veeteren e a polícia não sabem o que fazer. Já seguiram todas as ideias e investigaram todas as pistas, mesmo as mais vagas.
Apenas quando uma das agentes da polícia local desaparece, sem deixar rasto, é que Van Veeteren percebe que o assassino está a
jogar um jogo. E que ele é o seu adversário.

Sem pistas, sem suspeitos, sem solução à vista.
Quem será a próxima vítima?

 Sai dia 2 de Outubro

Opinião Contemporânea: ''Nada'' de Janne Teller




''Nada'' é um pequeno livro (tanto a versão original como portuguesa andam pelas 150 páginas) que foi lançado recentemente pela Bertrand e que li o início deste mês. 

Foto de Crónicas de uma Leitora.Pelo que pesquisei e entendi, o livro é original da Dinamarca, sendo a autora dinamarquesa e já foi lançado há uns anos. Foi muito polémico no seu país e restantes países nórdicos, foi banido mas depois ganhou imensos prémios, foi novamente reimpresso e agora é de leitura obrigatória na escola.

''Nada'' começa com Pierre, um jovem que está totalmente desmoralizado da vida e do querer viver. Percebe que se vamos todos morrer porque é que havemos de viver. A vida não vale a pena, para ele NADA vale a pena. Por isso decide subir a uma árvore e por lá ficar, pregando esta sua nova filosofia a quem queira e não queira ouvir.

Quem não concorda com ele, são os seus colegas de turma, que acham que Pierre endoideceu e por isso decidem provar-lhe que a vida tem um significado e que sim, vale a pena viver. A maneira que encontram para mostrar os significados pelo quais valem a pena viver, é cada um escolher algo que goste muito e que tenha de sacrificar em prol deste bem maior. Esta teia de significados começa com coisas simples, nomeadamente objectos pessoais mas à medida em que cada um desafia o outro a arriscar cada vez mais, a teia de significados começa a ser cada vez mais perigosa e macabra, envolvendo animais de estimação, cabelo e até objectos valiosos.

Este livro é um exemplo que o tamanho não influencia o conteúdo pois em 150 páginas, fiquei perturbada. Entendo perfeitamente porque é que foi banido. É um livro polémico, que desafia a moralidade e incita a que reflictamos sobre a nossa vida, sobre o que realmente vale a pena, sobre aquilo que gostamos, aquilo que não nos importaríamos de deixar.
O rumo que a pilha de significados toma é perigoso e mórbido mas realmente deixa-nos a pensar. O curioso do livro é que ele não nos é narrado pelo Pierre, mas sim pela Agnes, uma rapariga do grupo da pilha dos significados e é interessante ver o que ela acha que seja moral ou imoral, à medida que os colegas vão-se desafiando uns aos outros. Há também outra personagem a quem dado algum destaque - a Sophie - e os restantes personagens do grupo também são bastante diversos em etnias e na religião, criando aqui mais controvérsia.

Não dá para falar muito sem revelar tudo mas posso dizer que o livro não é nada previsível, nunca sabemos o que vai acontecer, porque parece não haver limites. Só fiquei um pouco em dúvida com o livro, porque aqui é falado que estão no 7º ano de escolaridade. Não sei se o 7º ano na Dinamarca é o mesmo que cá, mas para mim, quem está no 7º ano é uma criança, quanto muito um pré-adolescente, como são chamados agora. O facto de serem crianças, ainda dá uma aura de maior horror ao livro, pois aqui são descritas cenas mesmo macabras. Eu nem dúvido que crianças desta idade possam fazer algo assim, pois hoje em dia são tão confrontadas com violência na televisão e na internet, que tenho a certeza que isto poderia acontecer. Mas há cenas tão gráficas que fiquei um pouco na dúvida na idade da protagonista e dos restantes.
Sei que vai dividir opiniões mas eu achei-o mediano. Percebi a ideia da autora mas não quero dizer que tenha gostado do rumo que o livro levou. Mesmo assim aconselho.


Fortemente comparado a O Senhor das Moscas, Nada é um livro bastante polémico, chocante e que convida à reflexão.
Pierre Anton acha que nada vale a pena, a vida não tem sentido. Desde o momento em que nascemos, começamos a morrer. A vida não vale a pena! O rapaz deixa a sala de aula, sobe a uma ameixieira e lá fica. Os amigos tentam fazer de tudo para o tirar de lá, mas nada resulta. Decidem então pôr em prática um plano: fazer uma «pilha de significado».
Mas cada um começa a desafiar os outros para que faça sacrifícios cada vez mais sérios e à medida que as exigências se tornam mais radicais, tudo aquilo toma uma dimensão mórbida e os acontecimentos precipitam-se para um final arrasador. E se, depois de todos aqueles sacrifícios, a pilha continuar a não ser capaz de fazer descer Pierre Anton?

 

19 de setembro de 2017

A Sair do forno: ''A Boa Filha'' de Karin Slaughter


A boa filha (HarperCollins) (Portuguese Edition) by [Slaughter, Karin]



A HarperCollins está mesmo a apostar nesta autora e prova disso é que o seu mas recente trabalho publicado - que saiu lá fora agora em Agosto - já está a caminho do nosso país. Falamos de ''The Good Daughter''.
O novo e deslumbrante romance de uma das autoras mais vendidas do panorama literário internacional: Um thriller absorvente que mistura suspense psicológico com a investigação de um mistério por resolver.
Duas meninas são obrigadas a entrar no bosque com uma pistola apontada. Uma foge para salvar a vida. A outra fica para trás.
Há vinte e oito anos, um crime horrível sacudiu a feliz vida familiar de Charlotte e Samantha Quinn. A sua mãe foi morta. O seu pai, um conhecido advogado de defesa de Pikeville, ficou prostrado de dor. A família desfez-se irremediavelmente, consumida pelos segredos daquela noite pavorosa.
Transcorridos vinte e oito anos, Charlie tornou-se advogada, seguindo os passos do pai. É a filha ideal. Mas quando a violência volta a aumentar em Pikeville e uma grande tragédia assola a localidade, Charlie vê-se imersa num pesadelo. Não só é a primeira pessoa a chegar à cena do crime, mas também o caso desperta as recordações que tentou manter à margem durante quase três décadas. Porque a surpreendente verdade sobre o acontecimento que destruiu a sua família não pode permanecer oculta para sempre.
Cheio de voltas e reviravoltas inesperadas e transbordante de emoção, A boa filha é um romance apaixonante: suspense em estado puro.
Mais um thriller para as nossas estantes!
Gostaram? Digam-nos se ficaram curiosos!
Sai dia 1 de Outubro

Opinião Contemporânea: "Os Muitos Nomes do Amor" de Dorothy Koomson



É publico que sou fã desta escritora que tanto adoro, mas chegou o dia em que um livro dela não me fascinou e fico desde já muito triste em confessar isso. Apesar de ter uns preferidos e outros menos preferidos, este foi de longe o que menos gostei, mas já explico as minhas razões.
Como sempre a escrita de Dorothy Koomson é impecável. As suas personagens são mais que reais, tal como as situações em que elas estão envolvidas. Neste caso a adopção é o tema principal, e a autora soube desenvolvê.-lo muito bem. Os cenários sempre perfeitamente descritos. A questão aqui foi mesmo a história que ela conta. Eu não sou fã de romances familiares, em que 90% da história é sobre a irmã, sobre a avó, sobre a mãe, etc. E foi isto que encontrei mais por aqui.
Os livros que menos gostei de Dorothy Koomson foram aqueles que tiveram mais suspense e menos romance. Aqui o suspense também está presente, mas em muito menos quantidade, por isso nem aí fui buscar o entusiasmo. Tudo se desenrola demasiado em volta do passado de Clemency e em certa altura até parece que se começam a repetir as mesmas cenas.
A prima de Clemency mesmo assim ainda acabou por dar algum ânimo à leitura, visto ser tão desprezível!!
A questão da avó já não é nova, mas sempre contribuiu para desviar do tema central e para um final melhor em que mesmo nas últimas páginas se desenrolou a mais parte da história e dos segredos desta. Melhorou mas também não fiquei fã já que foi muita informação demasiado rápido. Pelo menos o choque foi grande e contribuiu para fechar o livro com o coração ainda a bater depressa. Ponto positivo.
De resto, gostei dos momentos no café, mas não gostei do final deste personagem. Tyler não foi o meu preferidos, apesar da minha opinião no final ter melhorado alguma coisa.
Clemency Smittson foi adotada em bebé, e a única ligação à mãe biológica é um berço de cartão com borboletas pintadas à mão. Agora adulta, e em constante conflito com sentimentos de perda e rejeição, decide mudar drasticamente de vida e voltar a Brighton, a cidade onde nasceu.
Mas Clem não sonha que é lá que vai encontrar alguém que sabe tudo sobre a sua caixa das borboletas e a verdadeira história dos seus pais biológicos.
E quando percebe que nem tudo é o que parece, e que talvez tenha sido injusta com aqueles que mais a amam, haverá tempo para recuperar o que foi perdido?

A Sair do Forno: ''Fogo Secreto'' de C.J. Daugherty e Carina Rozenfeld




Olhem a Civilização ainda é viva.

Ainda sem sinopse

Sai em breve.

A Sair do forno: "A sombra da Noite" de Robert Bryndza




Numa noite quente de verão, a inspetora-chefe Erika Foster é chamada à cena de um crime. A vítima, um médico, é encontrada asfixiada na cama. Tem os pulsos amarrados e os olhos parecem querer saltar-lhe das órbitas através do saco de plástico transparente que lhe cobre a cabeça e o sufocou. Alguns dias mais tarde, outra vítima é encontrada exatamente nas mesmas circunstâncias. À medida que Erika e a sua equipa intensificam as investigações deparam-se com um assassino em série inteligente e calculista - que persegue e sabe tudo sobre as vítimas antes de escolher o momento certo para atacar.
As vítimas são homens solteiros, com uma vida muito reservada e um passado envolto em segredo. Porém, podem não ser as únicas pessoas a ser observadas... Erika começa a receber mensagens enigmáticas e a sua própria vida corre perigo. Ela tudo fará para desvendar o mistério que rodeia estes crimes, ainda que isso signifique arriscar a sua carreira na polícia. Imperdível!

Na sombra dia 13 de Outubro!

Continuação de:
 

A Sair do Forno: ''Espada de Vidro'' de Victoria Aveyard




O novo e eletrificante capítulo da série Rainha Vermelha intensifica a luta de Mare Barrow contra a escuridão que cresceu na sua alma…
O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven – o amigo que a traiu –, Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.
Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar.
Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião?
Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre?


Sai em Outubro! 

18 de setembro de 2017

Opinião Young-Adult: "Legend" de Marie Lu




- Contém Spoilers - 
 
Sendo um livro publicado em 2014 e lido em 2014, a razão de só agora postar a opinião foi mesmo porque ela andou este tempo todo no meu telemóvel e só agora conseguir pegar nos tópicos e torná-la num texto.
 
Porque será que as cicatrizes são sempre de orelha ao queixo? (cara de Chian) Já li esta descrição n vezes em n livros.
Não gostei da expressão "prima" tal como não gostei da tradução brasileira.
Gostei do pormenor da indicação de quem é o POV no canto superior da página. Assim não nos baralhamos quando há alterações bruscas ou não de quem está a contar a história.
Gostei das explicações que tanto Day como June fazem do que observam. Não descrevem apenas, mas têm um raciocínio lógico apesar de ser tudo programado pela autora.
Achei que as descrições, principalmente as dos uniformes, perdiam um pouco por serem em tão grande número e tão diferentes, dispersando a nossa atenção em certo momento.
A coincidência de serem os dois prodígios 1500/1500 foi um pouco exagerada. Ela podia ter tido menos pontuação já que era de uma família rica e ele então ter a pontuação máxima, por exemplo. São demasiadas coincidências e desnecessárias.
A morte da mãe de Day foi a maior surpresa! Thomas pelo contrário não me surpreendeu nada.
A autora tem boas descrições, mas não conseguiu transmitir uma química forte entre os protagonistas. Achei tudo muito precoce e sem faísca. De qualquer forma, agora que passou tanto tempo vou tentar reler em português e talvez continuar.
Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias.
Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República.
Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão.
Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos.
Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores.

Opinião Contemporânea: "Um mais um" de Jojo Moyes


Apesar de ser uma autora com já alguma fama, foi há dois ou três anos que Jojo Moyes tornou-se numa das autoras favoritas de muita gente depois de ter lançado o livro "Viver depois de ti''. Após esse lançamento já publicou mais livros, todos eles com muito boas opiniões. 

A autora realmente cresceu como escritora e como alguém que leu as suas obras antes e depois do "Viver depois de ti" percebe essa evolução ao longo destes anos. 
Com o lançamento do seu novo livro, a expectativa era não era grande, era enorme. A sinopse parecia ser fantástica e o resultado final não desiludiu em nada.

36139783"Um mais um" fala de uma família caótica, inadequada em todos os aspectos. Jess é uma mãe solteira, que tenta dar aos seus filhos a estabilidade que precisam nas suas vidas. É uma mulher optimista e determinada, nada lhe parece afectar, e se realmente a afectar, faz tudo com um sorriso no rosto e segue em frente.

Ed Nicholls é um génio informático que sem qualquer intenção maldosa acaba por ver-se numa grande polémica que lhe poderá custar a sua profissão e uns bons anos de vida. Os dois acabam juntos numa viagem até a uma olimpíada de matemática em outro país. A juntar à equação (sem trocadilhos) temos Tanzie (ou Constanza) uma menina que gosta mais de matemática do que bonecas e Nicky, um rapaz meio gótico e que todos pensam que é problemático, mas que no fundo apenas ainda não encontrou ninguém com quem se identificar. Ah e não nos esqueçamos de Norman, o cão da família descrito "tão grande como uma vaca".
Todas as personagens são honestas e reais e é logo o primeiro impacto que temos ao ler o livro. Que esta é uma história que podia perfeitamente ser real. O livro é contado dos quatro pontos de vista (Jess, Nicky, Ed e Tanzie) e Moyes fez um trabalho notável com a caracterização de cada um. Em nenhum momento as vozes das personagens se confundem. Apesar dos capítulos estarem identificados por quem está a narrar, mesmo que não tivessem seria bastante fácil perceber a voz da personagem. Com os diferentes pontos de vista, a autora consegue mostrar uma das muitas qualidades como escritora, não é fácil escrever um livro com tantos POVS sem que se torne confuso, mas Moyes fá-lo de forma exemplar. 

Ainda em relação às personagens, há que analisar a atitude de cada uma e toda a mensagem que o livro transmite. Esta família é desajustada e como tantas outras famílias deste tipo, a maior parte das vezes, parece que nada de bom acontece. Jess mostra que é sempre bom fazer o certo e que tudo o que fazemos de bem temos em retorno, embora em muitas vezes isto não aconteça e ela própria admita que de vez em quando a vida prega-nos uma partida. Mas é importante realçar que a atitude de "nunca desistir" está presente em todo o livro. 

Outro ponto bastante positivo é o facto de mais de metade do livro passar-se em viagem. Adoro livros de viagens e viagens com estranhos ainda melhor. Foi giro ir lendo todas as peripécias que lhes iam acontecendo e ficar de coração apertadinho quando nada corria bem. 

"Um mais um" é de facto um livro fantástico, não há nada de negativo que lhe possa apontar. Tem drama, romance, comédia. A escrita da autora está cada vez melhor e as personagens fazem o livro. Não digo apenas só a Jess ou o Ed, mas todos. É um livro aconchegante que nos mostra uma pequena família com problemas e um amor que se desfez mais rápido do que começou. Que nos mostra que a vida tem uma série de obstáculos mas que a maioria deles podem ser contornados e é possível seguir em frente. Para mim é melhor que "Viver depois de ti" e é até agora, o livro favorito da autora!
Uma mãe por conta própria Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha. E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser… Uma família caótica Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar. Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola. Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar… Um desconhecido atraente Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los… Uma história de amor inesperada "Um Mais Um – A Fórmula da Felicidade" é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis.

Encontra as Diferenças: "A Death's Awakening" e "Pale Bricks"







Um pouco assustada, mas sempre está melhor na primeira não acham?


17 de setembro de 2017

Opinião Histórica: "Um Pedacinho de Céu" de Julia Quinn



Ao contrário da saga Bridgertons, este primeiro volume de Smythe-Smith Quartet não me entusiasmou minimamente. Achei este romance "mais do mesmo" não trazendo nada de novo nem aquele entusiasmo que Julia Quinn nos habituou.

Achei que a escritora não conseguiu a quantidade de humor habitual e muito menos a capacidade de transparecer aquela atracção e paixão entre dois protagonistas.

Gostei de Honoria e gostei de Marcus. Gostei de rever personagens, mas apesar de a história não ter nada de mal não consegui viciar-me nem encontrar nada de muito bom.

O que mais gostei foi mesmo as circunstâncias em que eles se conheceram e depois se desenrolou a história. O envolvimento de outra personagem nossa querida também foi um ponto a favor. Mas de resto achei que foi uma leitura lenta, querida, mas lenta.

Até esta opinião foi lenta e pobre.

Quem conhece Honoria Smythe-Smith sabe que, para lá das suas inúmeras qualidades, a jovem tem algumas... enfim... particularidades, nomeadamente:
1. É uma entusiástica (e péssima!) violinista
2. Fica fora de si sempre que alguém diz “Bicho”
3. NÃO está apaixonada (não está!) pelo melhor amigo do irmão
Já Marcus Holroyd, conde de Chatteris, é o seu oposto. É um rapaz tímido e responsável, mais conhecido por:
1. Ser lamentavelmente dado a entorses do tornozelo
2. Carregar o fardo de ser um dos solteirões mais cobiçados
3. NÃO estar (de todo!) apaixonado pela irmã do melhor amigo
Juntos...
1.São grandes amigos
2. Comem quantidades escandalosas de bolo de chocolate
3. Sobrevivem ao pior espetáculo musical do mundo
Julia Quinn tem para eles planos que incluem...
1. Uma febre mortífera
2. Momentos (muito!) embaraçosos
3. Um final desesperadamente romântico

14 de setembro de 2017

A Sair do Forno: As Sete Irmãs: A Irmã da Tempestade' de Lucinda Riley


Foto de Lucinda Riley.


Bestseller internacional, Nº 1 do Top em Inglaterra, Alemanha e Itália.Este é o 2º volume de uma coleção ímpar inspirada na lenda da constelação de estrelas - As Sete Irmãs.
A irmã da tempestade mantém bem alta a fasquia desta coleção, uma história inspiradora sobre as formas que a vida tem de testar a nossa força, e como arranja sempre forma de nos compensar.
Uma história épica sobre o amor e a perda, dividida em 7 volumes com adaptação a televisão em pré-produção.

Sai em Outubro!

Doce do Momento: ''Dumplin' '' de Julie Murphy


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Depois de 2 anos parado na estante, lá peguei nele.


Self-proclaimed fat girl Willowdean Dickson (dubbed “Dumplin’” by her former beauty queen mom) has always been at home in her own skin. Her thoughts on having the ultimate bikini body? Put a bikini on your body. With her all-American beauty best friend, Ellen, by her side, things have always worked…until Will takes a job at Harpy’s, the local fast-food joint. There she meets Private School Bo, a hot former jock. Will isn’t surprised to find herself attracted to Bo. But she is surprised when he seems to like her back.
Instead of finding new heights of self-assurance in her relationship with Bo, Will starts to doubt herself. So she sets out to take back her confidence by doing the most horrifying thing she can imagine: entering the Miss Clover City beauty pageant—along with several other unlikely candidates—to show the world that she deserves to be up there as much as any twiggy girl does. Along the way, she’ll shock the hell out of Clover City—and maybe herself most of all.
With starry Texas nights, red candy suckers, Dolly Parton songs, and a wildly unforgettable heroine—Dumplin’ is guaranteed to steal your heart.

13 de setembro de 2017

Chegou à Despensa: "Uma Mulher em Fuga" de Lesley Pearse



A única compra da Feira do Livro do Porto foi esta:


Gostei particularmente do marcador que traz:

Normalmente gosto mais do marcador do livro, mas este assim meteu em imagens a colecção que tenho da autora.

Opinião Young-Adult: ''The Sun is also a star'' de Nicola Yoon



Da mesma autora de ''Tudo, tudo e nós'' que eu adorei mas a Ne já não gostou tanto, li em Agosto o ''The Sun is also a star'' que ainda não tem tradução aqui em Portugal.

28763485O livro conta a história da Natasha, uma jovem de 16 anos que aos 8 anos se mudou com a família para os Estados Unidos. O pai, que tinha o sonho de se tornar num actor, veio primeiro para os USA e passado uns anos, a restante família da Natasha (ela e a mãe) seguiram os passos do pai, sendo que o irmão mais novo já nasceu com cidadania americana. O que acontece é que tanto a Natasha como os restantes familiares são emigrantes ilegais e estão em vias de serem deportados, portanto o livro começa no último dia de Natasha na América, tentando apelar aos serviços de migração para que não seja deportada.

Numa dessas reuniões com um advogado ela conhece Daniel, filho de pais coreanos e que já tem toda a vida planeada (pelos pais claro). Com uma educação rigorosa, os pais de Daniel sonham que ele torne-se um médico e entre para as melhores faculdades do país, Claro que não é nada disto que Daniel ambiciona, sendo que o ele realmente quer fazer da vida é ser poeta, algo inaceitável para os pais.

Quando Daniel e Natasha encontram-se pela primeira vez, não temos aqui o típico amor a primeira vista (e ainda bem). O que achei curioso neste livro é o Daniel ser todo sonhador e romântico (daí querer ser poeta) e a Natasha (talvez pela situação em que se encontra) não tem tempo para romances e é muito mais pragmática e ''resolvida da vida'', até porque é ela que tenta com que a família não seja deportada, enquanto a mãe dela já aceitou o destino de serem expulsos do país.

O livro é contado não só pelo ponto de vista da Natasha e do Daniel mas também pelo ponto de vista de todas as pessoas com quem eles se cruzam, desde a segurança da embaixada dos USA, até ao advogado, Não são pontos de vista muito longos e a maior parte nem passa de um capítulo, apenas ficamos com a visão de todas as pessoas a quem a vida de Natasha e Daniel tocaram naquele dia. Gostei bastante deste detalhe, como o livro se passa num só dia, conseguimos ter uma visão global de tudo. Há até uma personagem e um momento que são depois muito importantes no final do livro. Quantas vezes já não andámos na rua e olhámos para uma certa pessoa e imaginámos como seria a sua vida? Aqui a autora faz isso e adorei este outro lado da história. 

Todos estes pequenos pontos de vista também mostram uma filosofia do livro: a do universo (e daí o título). Aqui acabamos por reflectir que todas as nossas acções tem uma consequência e pode não ser directamente na nossa vida, mas pode influenciar a vida de alguém.

O romance também incita a reflexão de um amor racial entre uma negra e um asiático. Gostei disso e das questões que a autora levanta. 
Acho que ainda assim o mais importante aqui é o assunto da emigração da Natasha, de como ela se sente americana, porque desde os 8 anos que só conhece esta cultura e não tem muitas lembranças da sua vida anterior,embora por lei ela seja jamaicana. Faz-nos pensar realmente o que é afinal a nossa nacionalidade, aquela que está escrita num papel ou aquela que sempre conhecemos. 

Apesar de ser um romance (tal como o outro livro da autora) achei este segundo livro muito melhor, aborda muitos temas e passa muitas mensagens, para não falar das características das personagens que são bem diferentes dos típicos livros young-adult contemporaneos. 

Tendo já lido todos os livros desta autora, é esperar que ela escreva mais algum pois sem dúvida que quero ler mais coisas de Nicola Yoon.

Natasha: I’m a girl who believes in science and facts. Not fate. Not destiny. Or dreams that will never come true. I’m definitely not the kind of girl who meets a cute boy on a crowded New York City street and falls in love with him. Not when my family is twelve hours away from being deported to Jamaica. Falling in love with him won’t be my story.
Daniel: I’ve always been the good son, the good student, living up to my parents’ high expectations. Never the poet. Or the dreamer. But when I see her, I forget about all that. Something about Natasha makes me think that fate has something much more extraordinary in store—for both of us.
The Universe: Every moment in our lives has brought us to this single moment. A million futures lie before us. Which one will come true?